Google afirma que usário não pode achar que email é confidencial


 

O jornal The Guardian, de Nova Iorque, publicou hoje notícia informando que em processos judiciais nos Estados Unidos, o Google alega que seus usuários não podem ter expectativas de que os gmails contenham mensagens confidenciais. Segundo a matéria, a empresa alega que “os usuários do Gmail não têm “expectativa razoável” de que suas mensagens sejam confidenciais. O grupo de defesa do consumidor Consumer Watchdog, que descobriu o documento, classificou a revelação como “uma admissão chocante”.

O Google apresentou esses argumentos no mês passado como parte de um esforço para conseguir o encerramento de um processo coletivo contra a companhia na qual ela é acusada de violar as leis de escuta ao vasculhar o conteúdo de e-mail a fim de direcionar anúncios aos usuários do Gmail.

 

O processo, aberto em maio, alega que o Google “abre, lê e adquire ilegalmente o conteúdo de mensagens privadas de e-mail de seus usuários”. A petição cita Eric Schmidt, presidente do conselho da empresa: “A política do Google é chegar bem perto da linha do inadmissível sem cruzá-la”.

 

“Sem que milhões de pessoas o saibam, em base cotidiana e há anos, o Google vem sistemática e intencionalmente ‘cruzando a linha do inadmissível’ e lendo mensagens de e-mail que contêm informações que os usuários não desejam que ninguém conheça, para adquirir, coletar ou minerar informações valiosas contidas no e-mails”, o processo alega.

 

Em uma petição pelo encerramento do caso, o Google afirmou que os queixosos estavam “fazendo uma tentativa de criminalizar práticas comuns de negócios” que são parte do serviço Gmail desde sua introdução. O Google afirmou que “todos os usuários de e-mail devem necessariamente esperar que seus e-mails sejam sujeitos a processamento automático”.

 

De acordo com o Google, “da mesma forma que o remetente de uma carta a um colega de negócios não pode se surpreender caso a secretária deste abre a carta, as pessoas que usam e-mail baseado na Web não podem se surpreender se suas comunicações forem processadas pelo ECS (serviço de comunicações eletrônicas) do destinatário, no curso da entrega”. ( Da redação, com agências).



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