Google afirma que não usa dados do Gmail para exibir anúncios


O Google vai responder a todas as dúvidas que a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom), ligado ao Ministério da Justiça, tiver. Nesta semana, a Senacon publicou no Diário Oficial da União aviso sobre a abertura da investigação contra a empresa pela prática de escanear os emails dos usuários.

A empresa enviou nota ao Tele.Síntese no qual afirma que já não usa dados do Gmail para a exibição de publicidade direcionada e que segue à risca a legislação brasileira sobre privacidade e uso de dados pessoais.

“O Google prestará todos os esclarecimentos necessários às autoridades. Não usamos a informação disponível no Gmail para a personalização de anúncios e estamos seguros de que nossos produtos seguem a legislação brasileira”, diz a companhia.

A investigação da Senacon foi aberta após pedido do Ministério Público Federal do Piauí, que em 2015 acusou a empresa por escanear e-mails sem consentimento expresso ou conhecimento prévio dos usuários, ferindo o artigo 7º do Marco Civil da Internet.

Já na época o Google rebateu, argumentando que os usuários concordavam expressamente com a existência da funcionalidade. Mesmo assim, mais tarde, em 2017, a empresa decidiu não mais cruzar os dados escaneados com publicidade dirigida.

Ainda assim, o MPF-PI pediu que o Tribunal de Justiça Federal do Piauí mandasse o Google parar com o escaneamento de e-mails. Em janeiro de 2018, no entanto, o TJ-PI negou a solicitação do MPF, afirmando que a prática não causa perigo aos usuários.

“Como explanado na contestação, a empresa-ré não visualiza o conteúdo do e-mail, apenas identifica palavras-chave para fins de encaminhamento de propaganda direcionada, sem divulgar os dados a terceiros ou a qualquer outro usuário”, ressaltou o juiz Márcio Magalhães à época.

A companhia, de fato, usava robôs capazes de escanear o conteúdo de mensagens e exibir anúncios personalizados, mas abandonou a prática em 2017. Hoje em dia, conforme explicou recentemente o CEO da empresa, Sundar Pichai, ao jornal alemão Frankfurter Allgemeine, a automação é limitada. Segundo ele, os robôs buscam spams ou coletam dados para fornecer lembretes aos usuários, como aviso de voos ou viagens.

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