Globo defende proteção à empresa nacional


O diretor de relações institucionais da TV Globo, Evandro Guimarães, defendeu medidas que protejam as empresas brasileiras e a produção nacional de conteúdos no mercado audiovisual — dentro do cenário da convergência tecnológica em plataformas digitais. Patriotismo e soberania foram as expressões mais usadas pelo executivo para justificar a não-abertura do segmento ao capital estrangeiro …

O diretor de relações institucionais da TV Globo, Evandro Guimarães, defendeu medidas que protejam as empresas brasileiras e a produção nacional de conteúdos no mercado audiovisual — dentro do cenário da convergência tecnológica em plataformas digitais. Patriotismo e soberania foram as expressões mais usadas pelo executivo para justificar a não-abertura do segmento ao capital estrangeiro (às empresas de telecomunicações, por exemplo), durante sua apresentação no 10º Encontro Tele.Síntese, que acontece, hoje, em Brasília. “O Brasil abriu as telecomunicações, o transporte de sinal, mas não abriu a comunicação social”, lembrou.

Criticou, nesse sentido, “dois personagens importantes do governo federal”, que, durante um encontro recente, discutiam se grandes empresas internacionais que fazem jornalismo pela internet iriam gerar mais empregos para jornalistas. Na avaliação de Guimarães, a abordagem é “infantil”. Preservar a geração de informação sob controle brasileiro “trata-se”, insistiu, “de uma questão de soberania nacional”.

Caso contrário, ele reclama uma revisão geral das regras que tratam da radiodifusão e da comunicação social brasileira. Ou seja, se a política pública que está sendo elaborada para o mercado audiovisual concluir que “vem aí a internet, que a tecnologia é inexorável, é uma tsunami”, e que a internacionalização dos agentes e players do setor é inevitável, Evandro Guimarães quer “que as regras desiguais” que existem atualmente para jornais, revistas e outros atores da comunicação social sejam rapidamente revistas.
Ou seja, se o conteúdo nacional não for protegido, ele entende que o capital estrangeiro deveria também assumir o controle da radiodifusão brasileira. 

 “Porque eles estão pagando um preço caro, diferente daquelas empresas que estão atuando nas novas mídias”, afirmou. Respondendo a Gustavo Gindre, representante do coletivo Intervozes, prometeu levar, de novo, à direção da Globo, a proposta de produzir um programa (um Globo Repórter, na sugestão de Gindre) para tratar da questão da democratização da comunicação, e da televisão. “Vou levar a proposta mais uma vez; acho que não tem problema nenhum a TV discutir a TV.”

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