Global Crossing amplia backbone para a Copa do Mundo


O ano de 2011 será de consolidação dos investimentos feitos nos últimos três anos pela Global Crossing no Brasil, voltados para o aumento da capacidade do backbone e, com isso, a empresa estará preparada para atender a demanda de tráfego que será gerada pelos grandes eventos esportivos no país e, também, pela reativação da Telebrás e da implantação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que deve aumentar o tráfego internacional.

De acordo com Yuri Menck, diretor de marketing estratégico e comunicações da Global Crossing, no último triênio a rede terrestre no Brasil foi ampliada em três mil quilômetros, com capacidade de tráfego de até 400 Gbps. As expansões foram implementadas entre as cidades de Belo Horizonte e Brasília, Curitiba e Uruguaiana e São Paulo, Campinas e Sorocaba, totalizando mais de 400 quilômetros de redes municipais, e a empresa está, agora, ampliando o backbone para atender a região Centro-Oeste. “A ampliação da rede metropolitana de fibra óptica em grandes cidades do Brasil, para atender a crescente demanda por serviços de Metro Ethernet, servirá também para atender a demanda dos grandes eventos esportivos”, comentou. “Teremos que fazer novos investimentos apenas na cidade que for escolhida para ser o centro de mídia da Copa”, completou Yuri, em encontro realizado hoje com jornalistas em São Paulo.

Como provedora de serviços de telecomunicações, com uma rede global integrada baseada em IP cobrindo mais de 700 cidades, em 70 países, a Global Crossing tem boas expectativas também com a Telebrás. “Estamos vendo duas oportunidades com a reativação da estatal”, diz Yuri. Uma, é a troca de capacidade de tráfego, a outra, nas questões regulatórias. “A Telebrás será mais uma empresa no mercado, com um backbone em áreas onde não cobrimos e, ao mesmo tempo, seus usuários vão gerar tráfego internacional, portanto, temos um potencial cliente. Em outra via, a participação no mercado de uma empresa próxima ao governo pode ajudar a reduzir praticas monopolistas que existem no setor. Teremos um player de telecom que sentirá no dia a dia os problemas do mercado, como o do unbundling, e esperamos que, por ser uma empresa próxima ao governo, ajude na regulamentação dessas questões”, afirmou.

Desempenho

A subsidiária da Global Crossing deve encerrar 2010 com crescimento de 20% em seu faturamento bruto no país. O desempenho foi puxado pelos negócios na área de data center virtual, com um modelo orientado a oferta de cloud. A unidade de voz também cresceu e deve continuar impulsionando os negócios em 2011, informou Paulo Falcão, diretor de produtos. “Como temos uma rede IP, os clientes de dados já têm uma infraestrutura pronta e apenas agregamos o serviço de voz”, destacou o executivo. Sua unidade trabalha para a integração de todos os serviços (voz, dados, vídeo, computador) num único terminal para oferecer o serviço de comunicações unificadas no modelo SaaS (Software como Serviço) para seus clientes corporativos.

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