Gigaset estuda abrir fábrica no Brasil em 2012


A fabricante de telefones fixos alemã Gigaset está analisando a possibilidade de voltar a fabricar seus aparelhos no Brasil, três anos após o encerramento de suas operações no país com a venda de seu controle pela Siemens. Caso o projeto seja aprovado pela matriz, será a segunda fábrica da empresa, que atualmente conta com apenas uma unidade, na Alemanha, onde produz 15 milhões de telefones fixos por ano para exportação em 70 países.

 

“Nós precisamos de uma unidade de produção no Brasil”, disse o presidente-executivo da Gigaset no Brasil, o português António Mesquita, em entrevista ao Tele.Síntese nesta sexta-feira (25). Para o executivo, a importância do mercado brasileiro e das Américas para a companhia e as vantagens fiscais que a produção local permite, além do fim ou barateamento dos custos de importação e a maior facilidade e flexibilidade logísticas e tecnológicas, justificam a vinda para o país.

 

“Depois da Alemanha – onde somos líderes de mercado – e da França, o Brasil disputa com a Itália e a China a posição de terceiro maior mercado da Gigaset”, afirmou Mesquita, segundo quem a fabricante já detém 22% de participação no mercado brasileiro, onde vende cerca de 1,3 milhões dos de aparelhos todo ano, 95% para o consumidor residencial.

 

E o executivo aposta no crescimento do mercado de telefonia fixa, especialmente no Brasil, onde a empresa acumula taxas de crescimento de, em média, 8,5% por ano desde a separação da Siemens, em 2008, e espera fechar o 2011 com um faturamento de R$ 54 milhões. “Apenas 25% da população brasileira tem linha fixa em casa”, disse Mesquita. “Ainda há um mercado potencial muito grande”.

 

Ele destaca a convergência dos serviços de telecomunicações nas ofertas tri- e quadri-play das operadoras, que devem impulsionar esse crescimento. “Como isso está crescendo, a voz fixa também vai crescer, não tem jeito”, afirmou o executivo, para quem a falta de competitividade ainda é um problema no país, mas as tarifas mais atrativas do segmento fixo ajudar a manter a demanda pelo serviço alta.

 

“Nos orgulhamos de ser a única empresa do mercado especializada em telefone fixo”, disse o presidente da Gigaset, que conta uma linha de produtos que vai desde os aparelhos mais básicos, a R$ 40, até seu mais novo lançamento, o SL 400, apelidado de “smartphone fixo”, que custa R$ 699. No Brasil, a empresa conta com 25 funcionários uma rede de 600 parceiros, dos quais 70% são varejistas e 30%, distribuidores, para atender clientes menores.

 

A nível mundial, a companhia prevê um faturamento de € 540 milhões e um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de € 57 milhões. “Nada mal para uma empresa que saiu deficitária da Siemens”, avalia Mesquita.

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