Gesac: autorizado o aditivo ao contrato


03/03/2006 –  A Consultoria Jurídica do Minicom entendeu ser legal o ministério firmar aditivo com a Comsat, dentro do contrato em vigor, para que a própria empresa contrate – pelo menor valor da oferta existente – os 1,4 mil acessos nos pontos Gesac hoje atendidos por antenas de satélite que serão remanejadas para regiões remotas …

03/03/2006 –  A Consultoria Jurídica do Minicom entendeu ser legal o ministério firmar aditivo com a Comsat, dentro do contrato em vigor, para que a própria empresa contrate – pelo menor valor da oferta existente – os 1,4 mil acessos nos pontos Gesac hoje atendidos por antenas de satélite que serão remanejadas para regiões remotas onde não há outros meios de conexão disponíveis. O Minicom quer chegar ao fim de 2006 com pelo menos um ponto Gesac em cada um dos 5,7 mil  municípios brasileiros. Até o dia 2, porém, a Comsat não tinha sido oficialmente informada sobre a decisão, e seu presidente, Luiz Sá, garante que a operadora “é agnóstica” quanto aos meios que podem ser utilizados para atender ao cliente. Tanto é assim, que o atendimento exclusivo via satélite representa menos de 50% do faturamento da operadora do que a receita gerada por redes heterogêneas – satélite, ADSL, frame relay, MPLS.

“Somos uma operadora especializada em soluções, e não somos dogmáticos em desenhar o que for melhor para o projeto do cliente”, enfatiza o executivo. Mas como ainda não foi avisada pelo Minicom, a Comsat informa que não começou o levantamento de preços das alternativas a contratar. Sabe-se que as diferenças entre os valores dos meios diminuíram com a competição, e que a garantia de qualidade e a disponibilidade da conexão variam entre o serviço residencial e empresarial. A opção rede de cabo de TV representa uma possibilidade menor, porque o alvo do serviço são residências e mesmo a rede NET só existe em 12 cidades. E dos 5,7 mil municípios, quantos têm infra-estrutura de fibra ou cabo coaxial? No máximo 10%, segundo a Comsat. Nos restantes, sobram rede de pares de cobre – sem ADSL – e satélite, o que significa que, nesse caso, há necessidade de investimento das empresas de telecomunicações.     

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