Genish: aumento do Fistel age contra a agenda social do governo


O presidente da Telefônica Vivo, Amos Genish, afirmou hoje, 28, durante a conferência para a divulgação dos resultados da empresa do segundo trimestre do ano, que está otimista com a compreensão do governo de que não poderá aumentar a alíquota do Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações). Conforme informações da mídia, o governo estuda aumentar este valor entre 160% a 189%. Mas recente medida provisória enviada ao Congresso Nacional, que aumentou as taxas de todas as agências reguladoras, isentou a Anatel.

Para o executivo, qualquer elevação desta taxa irá afetar diretamente os usuários de pré-pago, e poderá ter efeito contrário ao desejado pelo governo, pois pode provocar a redução da base de clientes, e consequentemente, queda na arrecadação. “Seria um ato ineficiente e contrário à agenda social do governo”, afirmou ele. Por isto, ele está confiante que a área econômica do governo desistiu dessa medida. Mas fontes do governo informaram ao Tele.Síntese que a ideia não foi abandonada, o reajuste pode ser menor, mas ele ainda poderá ocorrer.

Segundo o  vice-presidente de Finanças, Alberto Horcajo, o impacto de um reajuste de quase 200% no Fistel também triplicaria os custos da operadora, que pagou este ano para o Fistel (referente à base de 2014) R$ 1,1  bilhão e teria que pagar R$ 3,3 bilhões.

Venda de Ativos

Genish negou ainda qualquer interesse da operadora em uma possível venda da Sky pela AT&T, e disse também não estar vendo qualquer outro movimento de consolidação no mercado brasileiro, depois da fusão Telefônica/GVT.

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