Gastos com TI no Brasil chegarão a US$ 144 bi em 2012


Os gastos do Brasil com TI devem chegar a US$ 143,8 bilhões em 2012, 10,1% acima dos US$ 130,6 bilhões registrados em 2010, segundo a consultoria Gartner divulgou nesta terça-feira (25) durante seu simpósio em São Paulo. Desse valor, cerca de metade vem do setor corporativo, que tende a aumentar suas despesas em TI nos próximos anos, com foco na computação em nuvem e em mobilidade.

Segundo pesquisa da companhia, a mobilidade e o cloud computing estão entre as três maiores prioridades dos chefes de tecnologia de empresas latino-americanas, onde a expectativa de despesas com TI é de US$ 303 bilhões para este ano, o que já representa 29% do total gasto pelos EUA. “É basicamente Brasil e México”, afirmou o vice-presidente da Gartner, Donald Feinberg, ressaltando que o mercado mexicano está em queda devido à crise econômica global, enquanto o Brasil está em plena expansão, com expectativa de crescimento de cerca de 5% em 2011.

Para o chefe de pesquisas da Gartner, Peter Sondergaard, o crescimento do setor de TI no Brasil depende de melhoras na infraestrutura e no ambiente regulatório, que segundo ele poderia ter mais aberturas para incentivar a inovação e proteger a propriedade intelectual. Ele também destacou a educação como um fator importante. “É nisso que o mundo todo está ficando para trás da Índia e da China”, disse o executivo.

A expectativa da Gartner é que a computação em nuvem represente 19% das despesas das companhias brasileiras com TI até 2015. Em 2010, foram gastos US$ 74 bilhões, ou 3% das despesas totais, com a tecnologia, que permite o acesso a programas e documentos virtualmente pela internet, de qualquer lugar.

Esse novo ambiente gera mudanças significativas na forma de organização dos setores de informática das empresas, destacou David Cearley, também vice-presidente da consultoria. Segundo ele, os departamentos de TI devem se adaptar a um novo ambiente, mais heterogêneo em termos de dispositivos e aplicações, uma vez que cada vez mais executivos trazem seus próprios smartphones e tablets para seu uso corporativo. “Sistemas operacionais baseados em PCs, por exemplo, serão menos de metade do mercado de TI até 2014, frente aos sistemas operacionais móveis. O Windows deixará de ser o sistema operacional dominante”, afirmou o executivo.

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