Games: cresce a oferta, mas preço do download não cai.


O mercado global de games para celular alcançou US$ 3,1 bilhões em 2006 e deve chegar a US$ 17,6 bilhões em 2011, segundo informações da Juniper Research. Para o Brasil não há dados específicos, mas a se conferir pelos últimos lançamentos das operadoras de celular, o mercado está mesmo aquecido. Só em janeiro foram mais …

O mercado global de games para celular alcançou US$ 3,1 bilhões em 2006 e deve chegar a US$ 17,6 bilhões em 2011, segundo informações da Juniper Research. Para o Brasil não há dados específicos, mas a se conferir pelos últimos lançamentos das operadoras de celular, o mercado está mesmo aquecido. Só em janeiro foram mais de 20 anúncios de novos jogos de entretenimento. A Claro por exemplo, lança, hoje, 2, no seu portal WAP, o conteúdo de Lost – série da TV norte-americana de bastante sucesso no Brasil – em que o usuário terá acesso ao jogo Download podendo se transformar e um dos personagens da série em diversas situações de risco e ação. Ontem, foi a vez da Brasil Telecom anunciar que vai oferecer para os clientes de telefonia móvel, jogos como Sonic e Quake – já reconhecidos games de console.

Na semana passada, a TIM lançou um serviço de jogos para antecipar o Project Gothan Racing Mobile, uma adaptação da franquia de jogos de corrida do Xbox 360, desenvolvido pela Glu Mobile, uma das principais desenvolvedoras de jogos para celular do momento. De acordo com Gustavo Mansur, gerente de serviços de valor adicioniado da TIM, os serviços de games pelo celular evoluíram bastante nos últimos anos, graças ao desenvolvimento da base e melhoria dos aparelhos. O catálogo de jogos da operadora triplicou de 2005 para 2006. “A expectativa é chegar em um portifólio composto por mil games este ano”, informa o executivo da TIM.

Apesar da prometida popularização dos jogos, o preço atual do download, que fica entre os R$ 4,00 e R$ 10,00 (o download sem incluir o custo de tráfego de dados), não deve cair. Para André Penha, presidente da Associação Brasileira de Games (Abragames), os jogos para celular não vão ficar mais baratos, vão ficar maiores e mais bem elaborados. “A relação custo-benefício para os usuários não é medida pelo custo, mas pelo entretenimento que traz”, avalia Penha. Mansur, da TIM, corrobora: “Os jogos para celular são produtos que duram relativamente bastante (o quanto durar o gosto do consumidor) e são muito mais baratos se comparados com jogos de console, por exemplo”, complementa.

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