Fusão Oi-BrT: fato relevante com operação sai até final do mês.


A expectativa de envolvidos no processo de reestruturação da Oi e de oferta de compra da Brasil Telecom, para futura fusão das duas companhias, é que, no máximo, até a última semana de janeiro deverá ser publicado o fato relevante com todos os contornos da operação. De acordo com uma das fontes, o clima entre …

A expectativa de envolvidos no processo de reestruturação da Oi e de oferta de compra da Brasil Telecom, para futura fusão das duas companhias, é que, no máximo, até a última semana de janeiro deverá ser publicado o fato relevante com todos os contornos da operação. De acordo com uma das fontes, o clima entre os sócios é de absoluta confiança no sucesso da operação, pois, diz, todos os dispositivos e questões regulatórias estão sendo rigorosamente cumpridos, seja em relação à própria CVM – Companhia de Valores Mobiliários, seja em relação à Anatel ou à defesa da concorrência. “Estamos trabalhando com absoluta transparência. Queremos que esta seja uma operação exemplar. Semana passada estivemos duas horas na CVM, para prestar esclarecimentos. E a compra da Brasil Telecom, estará condicionada a alterações na regulação. Se não acontecerem, não haverá compra”, insiste.

Um risco desse tipo sempre existe, mas os sócios da Oi só avançaram na sua pretensão de comprar a Brasil Telecom, um projeto que vem sendo costurado há mais de dois anos, depois que o governo se mostrou simpático à tese da consolidação de uma empresa nacional para enfrentar, no mercado doméstico e mesmo regional, a Telefônica e a Telmex.

Na avaliação de analistas, mesmo que a fusão não venha a acontecer por pressões para não haver alteração na regulamentação, o processo já terá sido extremamente positivo. Isso porque ele envolve também a reestruturação societária da Oi, perseguida de há muito e considerada necessária para a melhoria da sua governança. Nessa reestruturação, os grupos Andrade Gutierrez e La Fonte assumem o controle (serão também os controladores da nova empresa), com a compra das participações da GP (Garantia Partners), que pertence ao bloco de controle, e da Lexpart (Citibank e Opportunity). Também haverá uma alteração na participação dos fundos e empresas estatais: as seguradoras ligadas ao Banco do Brasil saem do capital da Oi; alguns fundos de pensão saem e outros aumentam sua participação na nova empresa.

Para assumir o controle da nova empresa, Andrade Gutierrez e La Fonte vão investir, cada um, US$ 1 bilhão, parte com recursos próprios e parte financiada pelo BNDES. A oferta pela Brasil Telecom, de acordo com informações não confirmadas pelos sócios, é de R$ 4, 8 bilhões. Depois da compra da participação da Telecom Italia, a Brasil Telecom tem como sócios  o Citibank e os fundos de pensão e uma pequena participação do Opportunity na controladora Solpart. 

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