Fusão da Oi e PT deve ser concluída até outubro


A fusão da Oi e da PT, que vai resultar na CorpCo, deverá ser concluída entre setembro e outubro deste ano, informou Luís Pacheco de Melo, CFO (Chief Financial Officer) da Portugal Telecom, na conferência com os analistas realizada hoje, após a divulgação dos resultados da Oi e da PT. A fusão entre as duas operadoras foi anunciada em outubro do ano passado e ainda faltam quatro etapas para sua conclusão: “A primeira é a listagem no novo mercado (Bovespa), a segunda, listagem em Lisboa, a terceira, a incorporação das holdings e, a última, a incorporação dos acionistas da Oi e da PT” , adiantou.

Com as sinergias da fusão, PT e Oi passam a fazer compras conjuntamente, o que começa a acontecer, com a conclusão da renegociação de contratos feita com os principais fornecedores. A medida faz parte da estratégia da empresa de reduzir os custos e o Capex, que teve queda de 29% no primeiro trimestre deste ano na comparação com igual período de 2013. Além da renegociação, a empresa também reduziu o número de fornecedores. “A PT e a Oi vão passar a ter um processo de compra no mercado conjunto, o que faz parte das sinergias de integração”, anunciou o presidente da Oi, Zeinal Bava.

O Capex da Oi para o primeiro trimestre ficou em R$ 1,208 bilhão. Desse montante, R$ 936 milhões foram investidos em rede, R$ 117 milhões em serviços de TI e os R$ 155 milhões em outras iniciativas não detalhadas pela empresa no balanço. Para o ano de 2014, Bava confirmou a previsão já divulgada de que o Capex da Oi fica entre R$ 5 bilhões e R$ 5,5 bilhões.

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Zeinal Bava enfatizou que o resultado da Oi deve ser avaliado considerando que a empresa passa por processo de “reestruturação profunda” de seu negócio e assegurou que a companhia tem obtido progressos. Citou a contenção de custos (no primeiro trimestre o Opex da Oi registrou queda de 4,8%, para R$ 5,167 bilhões) e a redução de Capex; a venda de ativos e um plano para “cristalizar” o valor das sinergias. “Para 2014 queremos posicionar a empresa do ponto de vista do modelo de negócios para que, no futuro, possamos ter crescimento nas receitas”, afirmou.

Fluxo de caixa

Na apresentação dos resultados, Bava enfatizou que o objetivo é reverter a trajetória do fluxo de caixa da companhia. “Nesse sentido temos que manter forte redução de custos e, por outro lado, continuar investindo para o negócio de longo prazo.”

A venda de ativos, que resultou em R$ 3,3 bilhões para a Oi no trimestre (resultado da venda de torres móveis em março de 2014 e da Globenet em dezembro de 2013) vai continuar como um meio de financiar a companhia. Embora essas iniciativas tenham representado um custo operacional adicional no 1T14, com impacto de R$ 156 milhões em EBITDA, há um impacto positivo no fluxo de caixa, incluindo Opex, Capex e considerações fiscais. “Vamos continuar com a venda de ativos e com o programa de arrendamento de torres fixas e móveis como forma de financiar a companhia”, reafirmou Bava. Segundo ele, a Oi tem entre 1.500 a 2 mil torres móveis que planeja alienar no médio prazo.

Foco no pré-pago

Com 41,417 milhões de clientes na base do pré-pago, um incremento de 3,8% em relação ao 1T13, a Oi continua a focar no segmento pré-pago. Bava destacou o crescimento de 453% nas adições líquidas do pré-pago (398 mil clientes no primeiro trimestre deste ano contra 72 mil nos primeiros três meses do ano passado), enquanto as recargas cresceram 7% no período analisado.

 

 

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