Fusão da Oi e da PT não está na pauta, diz sócio brasileiro.


A possibilidade de fusão da Oi com a Portugal Telecom, levantada em reportagem publicada pelo jornal português Diário Econômico (do grupo português Ongoing, um dos sócios da PT) na semana passada, nunca foi sequer mencionada em conversas, segundo Otavio Azevedo, presidente do grupo Andrade Gutierrez, um dos sócios privados da Oi ao lado do La Fonte e da PT. “Não posso descartar o que nunca foi considerado”, disse.
 

A raiz da especulação está ligada à necessidade enfrentada por operadoras de todo o mundo de ganhar escala, reconhece Azevedo. De acordo com a notícia, a fusão seria realizada em três anos. “Mas este tema não está na pauta”, insiste. Representantes de sócios da PT também negaram posteriormente a informação, segundo a imprensa portuguesa. A negociação entre os sócios da Oi e da Portugal Telecom, desembocou numa participação cruzada. Hoje a PT tem 25,6%  de participação no capital da Oi e a operadora brasileira tem 10% do capital da PT.
 
De acordo com Azevedo, a parceria com a PT caminha muito bem. “Estamos concluindo um diagnóstico da Oi para traçar um planejamento de longo prazo e vamos mesclar as equipes, com três ou quatro profissionais da PT das áreas de planejamento e engenharia, escolhidos pela direção da nossa operadora”, conta ele.

Novo perfil

Azevedo avalia que a chegada de Francisco Valim, que assume a presidência da Oi em agosto, e desses novos profissionais é importante para consolidar uma cultura de operadora de serviços de telecomunicações e de multimídia, que faltava à empresa. “A escolha de Valim foi acertada, pois ele já trabalhou na empresa e tem boa experiência com varejo e crédito”, diz.

Para Azevedo, em cinco anos a Oi não será mais uma empresa de telefonia. Com infra-estrutura de banda larga fixa em todos os municípios de sua área de atuação — e de banda larga em boa parte deles – e com a comercialização de serviços de vídeo, vai ser uma distribuidora de conteúdos multimídia. “E nesse processo a expertise da PT vai contribuir muito”, afirma. Ele considera que a participação da Oi no PNBL vai acelerar esse processo e terá grande impacto não só reorganização da operadora, mas no país.

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