Fusão BrT/Oi terá efeito negativo na concorrência, aponta estudo.


Estudo feito pela Pezco Pesquisa e Consultoria aponta que a fusão das operadoras Brasil Telecom e Oi terá efeito negativo na concorrência, pois irá tirar uma empresa do mercado. Haverá uma opção a menos em longa distância nacional e em centrais de atendimento. Além disso, apesar de elas pouco concorrerem entre si em outros serviços, …

Estudo feito pela Pezco Pesquisa e Consultoria aponta que a fusão das operadoras Brasil Telecom e Oi terá efeito negativo na concorrência, pois irá tirar uma empresa do mercado. Haverá uma opção a menos em longa distância nacional e em centrais de atendimento. Além disso, apesar de elas pouco concorrerem entre si em outros serviços, como telefonia local, celular e banda larga, são competidoras potenciais, e deixarão de ser.

Segundo o estudo, contratado pela Telcomp(Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas), haverá impacto neutro na universalização de serviços e efeito negativo no aumento da concorrência, no investimento do setor, no fomento à indústria local e na internacionalização.

A mudança na legislação, necessária para que a aquisição da Brasil Telecom se realize, deve funcionar como um freio aos planos de investimento de outras empresas do mercado. Além disso, apesar de a nova empresa ter uma capacidade maior de levantar recursos, acaba tendo menos incentivo a investir, devido à sua posição dominante.

O estudo ainda condena a  iniciativa de se dar incentivo à compra de equipamentos nacionais porque pode criar ineficiências que levariam a custos maiores para o consumidor. O estudo apontou um eventual ganho de eficiência como o único ponto positivo.

O estudo ainda aponta como comprometedores ao mercado, decorrentes da fusão, a criação de novas barreiras à entrada de novas empresas; a permissão de transferência de posição dominante a mercados conexos; e a criação de custos de burocracia associados ao tamanho e à diversidade de operações da nova empresa.

Por fim, os consultores da Pezco vêem prejuízos na fusão para a política industrial e criticaram o uso de recursos públicos no negócio, que teriam objetivos anticompetitivos. (Da Redação)

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