Fusão BrT/Oi: negociação estaria fechada, mas empresas negam.


Em fatos relevantes enviados ontem e hoje à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a Brasil Telecom (BrT) e a Telemar Participações S.A. (holding controladora da Oi), negaram haver acordo ou qualquer documento relativo a fusão ou compra entre as duas empresas. Os informes contrariam fortes rumores veiculados na imprensa nos últimos dias, afirmando que a …

Em fatos relevantes enviados ontem e hoje à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a Brasil Telecom (BrT) e a Telemar Participações S.A. (holding controladora da Oi), negaram haver acordo ou qualquer documento relativo a fusão ou compra entre as duas empresas. Os informes contrariam fortes rumores veiculados na imprensa nos últimos dias, afirmando que a Oi teria fechado a compra da Brasil Telecom por um valor de R$ 4,8 bilhões. No entanto, nenhuma porposta formal foi apresentada à Solpart, controladora da Brasil Telecom, de acordo com fontes da empresa.

No suposto acordo, os grupos GP Investimentos, Citibank e Previ sairiam da empresa resultante, que seria controlada pelos grupos La Fonte, Andrade Gutierrez e outros sócios, com o apoio do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), que também é acionista da Telemar, com 25% de participação.  

No fato relevante da BrT, a empresa salienta que não firmou “qualquer entendimento, mesmo que preliminar sobre fusão ou compra ou venda com a Oi/Telemar ou com qualquer outra empresa ou veículo de investimento”. Ela destaca que suas sociedades controladoras “não firmaram qualquer compromisso, mesmo que preliminar, sobre fusão ou compra ou venda com a Oi/Telemar ou com qualquer outra empresa ou veículo de investimento.”

Já o fato relevante da Telemar, mais assertivo quanto a transação, reforça que os seus acionistas vem desenvolvendo estudos visando uma possível reestruturação acionária, e confirma que as conversas com os controladores da Brasil Telecom S.A. “se intensificaram nas últimas horas, não tendo sido firmado nenhum documento de qualquer natureza até o momento”. E acrescenta que os valores discutidos durante esses entendimentos “são meramente indicativos e dependerão, como é natural, da estrutura e configuração do negócio se vier a se concluir”. (Da Redação)

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