Furukawa vai expandir P&D local para equipamentos



A Furukawa Industrial S.A. Produtos Elétricos, subsidiária local da fabricante de cabos japonesa, vai ampliar seu laboratório de pesquisa e desenvolvimento local. Além de cabos, pequenos equipamentos e também a linha ativa passarão a fazer parte das pesquisas locais da companhia, conforme informou o presidente da empresa no Brasil, Foad Shaikhzadeh, ao TeleSíntese.

O anúncio ocorre em um momento importante para a companhia na América Latina. No ano passado, a empresa investiu R$ 20 milhões nas unidades produtivas do Brasil e Argentina para fortalecer seu portfólio de cabos ópticos com a fabricação local de cabos OPGW e ampliar sua atuação em linhas de transmissão. Agora, obteve do MCTI uma série de registros de tecnologia nacional em cabos ópticos, o que deve lhe garantir bons contratos para a construção de redes beneficiadas pelo REPNBL-Redes, programa de desoneração de infraestrutura de telecomunicações do governo que estabelece obrigações tanto de uso de tecnologia nacional quanto de equipamentos com PPB, produzidos localmente.

A “massa crítica de produção local”, diz Shaikhzadeh, e o incentivo do governo era o que faltava para a companhia ampliar sua área de P&D local. “O timing do governo para esta medida casou perfeitamente com o momento da empresa”, explica o presidente.

A ampliação do investimento em desenvolvimento de tecnologia nacional pela Furukawa se dará tanto em seu próprio laboratório, quanto por parcerias com empresas locais como a gaúcha Parks. A Furukawa ainda faz parte do grupo chamado P&D Brasil (Associação de Empresas do Setor Eletroeletrônicode Base Tecnológica Nacional), a ser lançado oficialmente no dia 7 de março, em Brasília, composto por 27 empresas e voltado para pesquisa e desenvolvimento local, com o objetivo de apresentar soluções nacionais mais abrangentes.

As ações de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia nacional ganham ainda maior impulso à medida que a Furokawa amplia sua presença na América Latina, para onde estes produtos serão exportados. Neste momento, a região ganha importância para o grupo japonês, que desenhou um projeto de ampliação da presença global e elegeu dois vice-presidentes corporativos estrangeiros (não-japoneses) para o executarem. Um deles é o presidente da Furokawa Brasil, Foad Shaikhzadeh, conforme anúncio realizado ontem (28), no Japão.

Além do caráter simbólico que a escolha de Foad como VP corporativo global tem para a América Latina, a companhia também tem anúncios bastante práticos a fazer em relação a sua expansão por aqui. Nos próximos meses, a Furokawa anunciará a instalação de uma fábrica, provavelmente na Colômbia, com o Perú também sendo avaliado.

“As tecnologias desenvolvidas no Brasil são diferentes daquelas produzidas no resto do mundo e têm muita similaridade com as necessidades dos países vizinhos. De forma que estas tecnologias serão exportadas tanto para a Argentina quanto para a nova fábrica ainda a ser anunciada”, explicou Shaikhzadeh.

Em 2012, a Furukawa registrou vendas líquidas de 918,8 bilhões de yens. O lucro operacional no ano passado foi de 15,9 bilhões de yens, com prejuízo líquido de 11,1 bilhões de yens.  Para reverter os prejuízos a companhia japonesa desenhou um projeto de três anos (2010 a 2013) que envolve justamente a expansão do negócio de infraestrutura de transmissão globalmente, além de investimento em novos negócios como cabos ópticos de alta densidade, smart grids e veículos elétricos (nova geração). A meta é fechar 2013 com 25 bilhões de yens de lucro líquido e 50 bilhões de yens de lucro operacional.

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