Funttel vai investir na segunda fase da Rede Giga


Em reunião a ser realizada nesta segunda-feira, 10, no Ministério das Comunicações, mais um passo deve ser dado para definir os rumos do Projeto Giga, a rede óptica experimental, coordenada pela Rede Nacional de Pesquisa (RNP) e pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), criada para suportar o desenvolvimento de tecnologias de rede …

Em reunião a ser realizada nesta segunda-feira, 10, no Ministério das Comunicações, mais um passo deve ser dado para definir os rumos do Projeto Giga, a rede óptica experimental, coordenada pela Rede Nacional de Pesquisa (RNP) e pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), criada para suportar o desenvolvimento de tecnologias de rede óptica, aplicações e serviços de telecomunicações. Representantes do Minicom, da RNP, do CPqD, do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) – de onde provêm os recursos para o projeto, que são repassados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) – vão discutir a proposta da segunda fase do projeto – o Giga-2, que está prevista para começar no fim deste ano, quando, justamente, se encerra a primeira fase. Os resultados dessa primeira fase, na parte coordenada pela RNP – um total de 26 subprojetos –, foram apresentados, ao longo desta semana, em workshop realizado no Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), em Petrópolis (RJ).  

O total de recursos liberados para a primeira fase chegou a R$ 54,8 milhões. Para o Giga-2, o montante previsto é da mesma ordem. Segundo o engenheiro de operações Lincoln José de Ribeiro, analista de projetos do Funttel, o paradigma a ser seguido na segunda fase deverá ser o de dar ainda mais foco mercadológico às tecnologias a serem desenvolvidas. “O objetivo é tornar essas tecnologias disponíveis, o mais breve possível, para empresas de capital 100% nacional, para que passem a gerar emprego e renda”, explica ele. Alguns dos subprojetos da primeira fase, entre os coordenados pela RNP, já estão sendo utilizados por empresas ou por instituições de ensino.

A rede experimental do projeto Giga foi implementada em 2004, possui 750 quilômetros de extensão e usa tecnologia de fibras ópticas (DWDM) para interconectar 17 universidades e centros de pesquisa no eixo Rio-São Paulo (vai de Campinas-SP até Petrópolis-RJ), com capacidade de acesso de 1 Gbps. Segundo Rege Romeu Scarabucci, coordenador da Rede Giga no CPqD, até o fim deste ano a capacidade de acesso será elevada para 10 Gbps. A operadoras de telecomunicações Embratel, Intelig, Oi e Telefônica cederam o uso das fibras para a implantação da rede. O contrato com essas operadoras vai até 2008. Michael Stanton, diretor de inovação da RNP, disse, no encerramento do workshop em Petrópolis, que, na discussão sobre a segunda fase do projeto, será debatida a proposta de renovar esse contrato por mais três anos.

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