Fundo norte-americano muda o voto e acaba com a reestruturação da Telemar


A rejeição da reestruturação societária da Telemar, ocorrida na assembléia geral de hoje, 15, pegou os principais executivos da empresa de surpresa, pois, pela sua contabilidade, a vitória iria acontecer por uma diferença pequena, mas ela sairia. O que mudou foi a posição do Capital Fund, fundo de investimentos norte-americano, que possui 9,9 de todas …

A rejeição da reestruturação societária da Telemar, ocorrida na assembléia geral de hoje, 15, pegou os principais executivos da empresa de surpresa, pois, pela sua contabilidade, a vitória iria acontecer por uma diferença pequena, mas ela sairia. O que mudou foi a posição do Capital Fund, fundo de investimentos norte-americano, que possui 9,9 de todas as ações preferenciais da empresa.

Ele havia declarado seu apoio à proposta, mas na hora “H” mudou o voto, e acompanhou os seus colegas estrangeiros, que eram contrários à de troca de ações, na qual os preferencialistas iriam receber uma ação da nova empresa e os ordinaristas, 2,62 ações.

O presidente da empresa, Luiz Eduardo Falco, informou que estiveram presentes na assembléia 65,91% dos detentores de ações PN e 67,60% de ações ON. Disse que não cabia a ele abrir o voto de cada acionista, mas lembrou que os acionistas estrangeiros possuem maior quantidade de ações preferenciais.

O futuro

Mesmo frustrado com o resultado, Falco assinala que a Telemar retoma com toda a energia os seus afazeres e continua atenta aos  movimentos de incorporações e fusões. “O fato de a operação não ter sido aprovada só diminui a velocidade de nossa estratégia, mas não diminui a direção nem os nossos propósitos”, afirmou. 

“Continuamos a analisar todos os ativos de telecomunicações”, completou ele. Segundo o executivo, a Tim, que está à venda, também poderia ser um desses ativos. De qualquer forma, lembra, com o fim da proposta de reestruturação, a Telemar não tem mais o compromisso de fazer a distribuição de R$ 3 bilhões em dividendos, conforme havia se comprometido, o que libera o seu caixa para fazer ofertas mais agressivas.

 O executivo afirma que continua acreditando que há espaço no mercado para uma empresa brasileira de telecomunicações. Assinalou, no entanto, que o grupo mexicano Telmex e suas coligadas – Embratel, Claro e Net – já é do tamanho do grupo Telemar. “Se ele adquirir a Tim, como a imprensa está noticiando, ficará do tamanho da Telemar e da Brasil Telecom juntas”, alertou.

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