FTTH é aposta do mercado de cabeamento para 2009


A demanda pela expansão de banda larga reforça a tendência de crescimento do mercado de FTTH (Fiber to the Home) para o próximo ano, não apenas no Brasil, mas no mundo, podendo compensar as perdas já registradas em 2008, ocasionadas pela crise financeira mundial. “A gente espera que esse mercado dê um passo adiante em …

A demanda pela expansão de banda larga reforça a tendência de crescimento do mercado de FTTH (Fiber to the Home) para o próximo ano, não apenas no Brasil, mas no mundo, podendo compensar as perdas já registradas em 2008, ocasionadas pela crise financeira mundial. “A gente espera que esse mercado dê um passo adiante em 2009 e, talvez, ele já seja grande em 2010”, aposta Foad Shaikhzadeh, presidente da Furukawa, empresa fornecedora de soluções de cabeamento estruturado e redes ópticas. Uma justificativa para esse crescimento, segundo ele, é que, mesmo num momento de crise, ou até por isso, as pessoas querem informação e entretenimento, que chegarão via cabo.

Ainda que atrasado no Brasil em relação a outros países, o mercado de cabeamento óptico, por ser um serviço novo, precisa gerar caixa e, assim, a expectativa é que os investimentos no segmento não sofram grande impacto com a crise financeira.  “Provavelmente ele não vai ser afetado tão fortemente”, avalia Shaikhzadeh, destacando a grande demanda no país pelo serviço com o avanço da tecnologia 3G. Segundo ele, a presença da Furukawa neste mercado é grande, fornecendo não apenas o cabeamento, mas materiais passivos para a rede, como spliters e equipamentos terminais.

Cabo metálico é mais afetado

Por outro lado, por conta da redução das metas de estoque das operadoras de telefonia advinda da crise, dispostas apenas a atender às necessidades de reposição do material, o mercado de cabos telefônicos metálicos é o mais afetado. “Nossas projeções de vendas para o último trimestre caíram em 25%”, diz o presidente da Furukawa.

Para 2008, a previsão de crescimento do faturamento da empresa no país, cuja fábrica fica em Curitiba (PR), passou de, originalmente, 10% para entre 3% e 4%. “Os mercados domésticos e de exportação tendem a dar uma freada”, afirma Shaikhzadeh.

 

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