Fornecedores de rede na vanguarda da segurança cibernética


Guerra cibernética, malware e botnets, todos estes elementos foram utilizados em filmes de ficção científica, há alguns anos. Hoje, passaram da tela de cinema para nossas telinhas.  Governos, empresas e consumidores igualmente se veem sob a ameaça do crime cibernético.

Os ataques cibernéticos vão desde aqueles que são apenas inconvenientes e incomodam um número limitado de pessoas até os ataques de negação de serviço (DOS) que ocorrem em grandes escalas e podem apresentar implicações sérias, como paradas generalizadas do sistema. 

Há alguns anos os simples vírus e worms dominaram as manchetes da mídia, mas, hoje, as ameaças são muito mais avançadas. Os botnets são redes compostas por milhares ou milhões de computadores invadidos sob controle de hackers que os utilizam para enviar spam, atacar redes de empresas e órgãos do governo e executar outras atividades criminosas.

À medida que o uso da tecnologia se expande, também aumentam os pontos de entrada e de invasão para os criminosos cibernéticos.  Mundialmente, o tráfego de dados chegou ao nível de cerca de 700 petabytes por dia. Como cada vez mais adotamos smartphones, netbooks e outros aparelhos, a mobilidade está levando as comunicações a um patamar inteiramente novo. Para os próximos 10 anos, prevê-se que o número estimado de usuários de banda larga móvel seja o dobro da banda larga fixa utilizada em sua primeira década e 13 vezes maior que a adoção inicial que presenciamos na área wireless.

Além disso, o crime cibernético é um negócio florescente. Segundo dados estatísticos do Centro de Crimes de Internet do FBI, os crimes cibernéticos custaram aos americanos perto de US$ 560 milhões em 2009, mais do que o dobro registrado em 2008. Uma taxa similar de aumento foi registrada no Reino Unido. Uma pesquisa realizada no início de 2010 envolvendo executivos de TI e segurança mostra que a França, juntamente com a Índia e o Brasil, apresentam o maior número de empresas que relatam ataques cibernéticos.

Todos aqueles que sofreram uma pequena parada em seus sistemas de TI sabem como isto pode comprometer a produtividade. Os ataques cibernéticos podem fazer com que as infraestruturas de empresas e governos fiquem paradas por horas ou dias. O conficker, um worm de computador direcionado para o Microsoft Windows, infectou a rede de computadores Intramar da marinha francesa em 2008, provocando a quarentena da rede, o que impediu a decolagem de aeronaves de várias bases, pois não se podia efetuar o download de seus planos de voos.

Os ataques cibernéticos apresentam um efeito de desestabilização a longo prazo. O cliente pode perder a confiança nas empresas cujos sistemas estão fora do ar. O cidadão comum pode perder a confiança nas autoridades na ocorrência de faltas de energia ou água.

Não há uma solução fácil para o crime cibernético. No entanto, o que fica claro é que seus muitos e variados aspectos requerem para o seu combate eficiente diferentes parceiros – governos, fornecedores de rede, órgãos regulatórios, usuários de Internet, assim como provedores de conteúdo e segurança. Um elemento fundamental para se garantir uma cooperação producente é assegurar que políticas públicas deixem os fornecedores de redes inteligentes aplicarem as sofisticadas práticas de gestão de rede que os clientes demandam.  Como a proteção de milhões de clientes é fundamental, os fornecedores com muita artilharia para usar neste combate.

A segurança cibernética consiste em um conjunto de recursos, procedimentos e práticas, cujo objetivo é a proteção de nossos clientes e dos serviços que oferecemos contra toda uma gama de ameaças cibernéticas. A abordagem “na nuvem” para segurança viabiliza algumas das mais poderosas armas atuais para combater os ataques à segurança cibernética. Soluções de segurança de rede se fundamentam sobre três pilares principais: rede IP global, escalável e confiável; especialistas em segurança detentores de uma profunda e prática experiência; e atividades de pesquisa e desenvolvimento.

Nossas operações e análise de segurança proporcionam suporte analítico com a monitoração da segurança da rede nas 24 horas do dia, sete dias na semana, assim como recursos de resposta que conferem a clientes as vantagens do conhecimento especializado em segurança, em combinação com disciplinas de operações de rede.

Afastam-se, assim, um número significativo de ameaças por meio da análise, por exemplo, de padrões suspeitos de tráfego, bem como desviando ataques em massa contra links de acesso do cliente com menor largura de banda para outras larguras.

Desta maneira, graças aos serviços de firewall baseados em rede, poucos clientes ficam sabendo que um número muito superior a 80% dos emails é spam. Mesmo assim, os clientes da maioria das prestadoras de serviços de rede recebem uma minúscula fração deste spam devido aos filtros automáticos de vírus e spam em suas redes. E, quando aparece uma ameaça de maiores proporções, as redes inteligentes se empenham para bloqueá-la. O papel atual dos fornecedores de serviços e produtos inteligentes de segurança é inovar para o futuro. 

Edward G. Amoroso é vice-presidente sênior e executivo chefe de segurança da AT&T Services, Inc.

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