FNDC quer o peopleplay: serviço barato e universal.


James Görgen, representante do Fórum Nacional para a Democratização das Comunicações (FNDC), defende o rompimento da vinculação estreita que uniria, atualmente, de forma “umbilical”, os produtores aos difusores de conteúdo. “É preciso quebrar essa lógica do sistema privado comercial”, disse, durante o 10º Encontro Tele.Síntese, hoje, em Brasília. O resultado, explica, seria a maior diversidade …

James Görgen, representante do Fórum Nacional para a Democratização das Comunicações (FNDC), defende o rompimento da vinculação estreita que uniria, atualmente, de forma “umbilical”, os produtores aos difusores de conteúdo. “É preciso quebrar essa lógica do sistema privado comercial”, disse, durante o 10º Encontro Tele.Síntese, hoje, em Brasília.

O resultado, explica, seria a maior diversidade cultural e de informação no mercado audiovisual do país. Para ele, é preciso elaborar um “modelo de serviços”, o "peopleplay" (numa referência ao triple ou quadriplay), que permita oferecer um pacote de voz, dados e vídeos a baixo custo, de forma universalizada à população – “como estava previsto na Lei do Cabo”, disse.

Para tanto, defende a implantação de uma estrutura unificada de rede, de baixo custo, aproveitando a infra-estrutura existente. Como no caso de água ou luz, ele acredita que seria possível oferecer os serviços sem overbuild. Quatro temas, na sua opinião, são fundamentais para a oferta e demanda de conteúdos audiovisuais: multiprogramação na TV digital (fomentando a produção de conteúdos); a geração de aplicativos para TV e rádios digitais; geração de aplicativos móveis voltados para TV e rádio digitais; e a geração de novos serviços digitais.

O FNDC anunciou, ainda, que vai lançar ‘mutirões digitais’. A idéia é criar estruturas básicas de redes sem-fio, no conceito de redes comunitárias, e tentar obter, para sua construção, recursos do Fust.

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