FNDC quer maior diversidade em Conselho de Comunicação Social


A escolha de 11 dos 26 integrantes titulares e suplentes do Conselho de Comunicação Social cujos mandatos venceram no final de 2006 deverá ser feita pelas mesas da Câmara e do Senado nas próximas semanas. O conselho é um órgão de assessoramento de Congresso Nacional para as questões de mídia e comunicação. As entidades que …

A escolha de 11 dos 26 integrantes titulares e suplentes do Conselho de Comunicação Social cujos mandatos venceram no final de 2006 deverá ser feita pelas mesas da Câmara e do Senado nas próximas semanas. O conselho é um órgão de assessoramento de Congresso Nacional para as questões de mídia e comunicação. As entidades que têm interesse em ter representatividade no conselho já começaram a preparar suas respectivas listas de indicações. A primeira reunião do conselho, quando os novos integrantes deverão tomar posse, ainda não tem data, mas deve ocorrer em março.

Este ano, as entidades da sociedade civil querem ampliar sua representação no conselho e também defendem que setores que nunca tiveram assento, como as operadoras de telefonia e as empresas de TV por assinatura, possam estar representadas. Segundo Celso Schröder, do Fórum Nacional de Democratização pela Comunicação (FNDC), as entidades querem que, desta vez, as cinco vagas da sociedade civil sejam de fato preenchidas por representantes da sociedade.

Na eleição de 2004, das cinco vagas três foram preenchidas por representantes ligados aos radiodifusores, como Roberto Wagner Monteiro, ligado à Rede Record, ou tiveram uma indicação política, como o próprio presidente do conselho, Arnaldo Nieskier, indicado pelo senador José Sarney (PMDB-AP). Dos 26 integrantes atuais do conselho, pelo menos metade é ligada aos radiodifusores ou a jornais de grande circulação.

Para Schröder, além de assegurar maior participação da sociedade civil, não tem como o conselho deixar as operadoras de telefonia e as empresas de TV paga de fora. “Não estou defendendo essas empresas, mas não dá para excluir quem terá um papel fundamental nos futuros debates sobre convergência tecnológicas das mídias”, defende. Ele avalia que Arnaldo Niskier deve permanecer na presidência. “Nós do FNDC não iremos trabalhar para tirá-lo”, diz Schröder. Para quem, este ano, o apetite político em relação às vagas do conselho está menor do que em 2004, quando as entidades da sociedade civil foram surpreendidas pelas nomeações do conselho pelo Diário Oficial.

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