Fistel e economia explicam desconexões, diz Levy


Para Eduardo Levy, presidente executivo do SindiTelebrasil, entidade que representa as operadoras de telefonia do país, a desconexão de 1,7 milhão de celulares em junho, divulgada ontem pela Anatel, teve dois motivos claros: a desaceleração da economia brasileira e o impacto dos custos dos fundos setoriais, especificamente o Fistel, sobre o preço de manutenção de linha ativa.

Segundo ele, as empresas buscam manter as linhas ativadas, mas as condições atuais não favorecem que a prática continue. “O valor atual do Fistel está impactando os custos, e a situação é agravada pelo cenário macroeconômico”, disse a jornalistas. O executivo participou do Smartphone Congress, que acontece em São Paulo.

Ele voltou a reclamar do possível aumento do Fistel, que vê como certo. “A minuta do decreto está pronta. Fomos ao Ministério das Comunicações, da Fazenda, falamos com o governo para mostrar o impacto sobre as empresas. O cenário é catastrófico mesmo”, disse.

O cenário, já traçado, seria de um encolhimento na base de usuário e repasse de preços ao consumidor, que levariam a retração do mercado de celulares no país. “O Fistel arrecada dez vezes mais do que permite a lei. O SindiTelebrasil tem uma ação correndo na Justiça contra a cobrança”, ressaltou. A ação foi iniciada em 2013, e não tem previsão de ser julgada.

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