Firefox OS já representa 12% das vendas da Telefónica Venezuela


A plataforma para dispositivos móveis da Mozilla, Firefox OS, que chegou oficialmente ao Brasil ontem, está sendo muito bem recebida em todos os países onde já foi lançada. “A venda está acima das nossas expectativas”, declarou Jay Sullivan, COO da companhia que desenvolveu o sistema e líder do projeto. Segundo ele, as vendas de dispositivos com a plataforma aberta já representa 12% do total na Telefónica Venezuela, onde a companhia detém cerca de 40% de mercado.

O sistema operacional já está presente na Espanha, Colômbia, Venezuela; na Deutsche Telekom na Polônia; na Congstar Alemanha, Grécia e Hungria e agora no Brasil. A Telenor confirmou planos de lançar os smartphones Firefox OS na Hungria, Sérvia e Montenegro, antes do final do ano. A perspectiva é de que os celulares Firefox OS sejam lançados em mais três mercados latino-americanos no quarto trimestre deste ano e em demais subsidiárias da Telefónica em 2014.  

O executivo falou nesta quarta-feira (23) durante palestra no 15 Futurecom e argumentou que o lançamento de uma plataforma aberta vai além da necessidade de se ter mais uma opção de sistema operacional móvel, em um mundo de duopólio (iOS e Android), com o Windows Phone ganhando algum espaço.

Para a platéia de executivos do setor de telecomunicações, Sullivan afirmou que é preciso pensar qual sociedade queremos construir, uma vez que estar sempre conectado será algo tão natural como ter energia elétrica em toda parte, o que quebra a separação entre o mundo da internet e o mundo real. “Isso é o mundo real e precisamos tomar as decisões certas”, declarou para complementar com sua própria posição: “eu sou desenvolvedor a muitos anos. Não quero viver em um mundo onde uma empresa diz qual produto eu posso lançar ou não. Quero um universo de dispositivos conectados tão amplo quanto o ecosisstema da internet sempre foi”.

Com a perspectiva do avanço das conexões máquina à máquina (M2M), o volume de informações circulando deve explodir e o portavoz da Mozilla conclamou os executivos a refletirem sobre quem estará no controle desse montante precioso, citando as denúncias de espionagem pelos Estados Unidos. “Para mim, qualquer sistema funcionará melhor se as pessoas puderem confiar que estão no controle de seus dados e confiarem umas nas outras”.

A disputa sobre qual será o futuro da internet – e na opinião do executivo da sociedade – deve se dar no campo da concorrência, onde os padrões abertos devem buscar seu lugar. “Precisamos competir e aí levar a internet aberta para um outro lugar”. 

  

 

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