Finep estuda lançar edital de cidades inteligentes


cidades digitais city_terra936x600Soluções inovadoras para projetos de cidades inteligentes começam a entrar no radar da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). O órgão estuda a possibilidade de incluir essa área nos editais que fazem parte do Plano Inova Empresa, para o qual conta com a parceria do BNDES e outras instituições. Se seguir esse formato, haverá diferentes modalidades de apoio, com integração de instrumentos tais como crédito, subvenção econômica e recursos não reembolsáveis, além de investimentos de forma direta ou indireta. Ao mesmo tempo, a financiadora se prepara para lançar ainda este ano o edital do Finep Startup, programa desenvolvido com o apoio de investidores anjo.

Elias Ramos, diretor de inovação do órgão, disse que a proposta sobre as cidades inteligentes ainda está em maturação e uma decisão deverá ser tomada até o final do ano. Mas considera que é uma alternativa com boas chances levando em conta a importância que essa área vem ganhando e a demanda por soluções que aumentem o bem estar da população. O Plano Inova Empresas conta com forte articulação de ministérios, agências e outras instituições.

Ele lembrou que a financiadora ocupa uma posição privilegiada no sistema de inovação brasileira, pois incentiva desde a pesquisa até forma de colocação no mercado de projetos com mais riscos tecnológicos, em cidades inteligentes e outros setores. Ao lado do Finep Startup, se tornou uma estratégia importante para a empresa e para o mercado.

Plano Inova Empresa
Lançado em 2013 pela Presidência da República, com R$ 32,9 milhões de dotação, o Plano Inova Empresa conta com seis pilares: elevação de P&D nas empresas, incentivo a projetos de maior risco tecnológico; integração dos instrumentos de financiamento; intensificação do uso do poder de compra do estado; descentralização do crédito e da subvenção econômica com repasses para bancos, agências e fundações regionais e estaduais de fomento; e redução de prazos de simplificação administrativa. Foi feita uma divisão de áreas de atuação que passa pelo Inova Aerodefesa, Agro, Energia, Petro, Saúde, Sustentabilidade e Telecom.

Entre os editais já lançados, por exemplo, estão linhas temáticas como bioetanol de 2ª geração, para o desenvolvimento de novos produtos de cana-de-açúcar, smart grids  e transmissão em ultra-geração de energia através de fontes alternativas, veículos híbridos e eficiência energética veicular, tecnologias aplicáveis em instalações submarinas e dutos flexíveis, na área de petróleo, biofármacos e farmoquímicos e redes ópticas, em telecom, que inclui cidades inteligentes.

No caso das startups, Ramos disse que o órgão pretende fazer várias rodas de seleção das 20 empresas que serão apoiadas pelo projeto. A proposta é de aportar conhecimento e recursos financeiro em  empresas inovadoras de base tecnológica, em estágio inicial, com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões. Com isso, ela amplia o apoio que vem dando por meio do FIPs (Fundos de Investimentos em Participações).

Novidades
Uma das novidades do programa para cidades inteligentes é que o investimento vai se dar por meio de contrato de opção de compra de ações e pode chegar a R$ 1 milhão, baseado no plano de negócios da startup. Esse tipo de contrato transforma a investidora, no caso a Finep, em uma potencial acionista da empresa. A opção de se tornar ou não sócia da startup terá prazo total de vencimento de até três anos, podendo ser prorrogado por mais dois. Se a empresa for bem sucedida, o órgão pode exercer essa opção, se a empresa fracassar, a Finep não arca com o passivo.

Ramos participou hoje da abertura do Em Tech Brasil, conferência de tecnologias emergentes organizada pelo MIT Technology Review e que pela primeira vez está sendo realizada no Brasil. A Finep é uma das apoiadoras do evento que será realizado até amanhã, na Cidade das Artes, Rio de Janeiro.

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