Fim do simulcasting e conversor social já decididos


Tele.Síntese Análise 374 Fim do simulcasting e conversor social já decididos Para que a sua convicção, de que “há espaço para todo mundo” se converta em realidade, Genildo Lins sabe que muitas medidas terão de ser tomadas, e ele espera concluir os estudos ainda neste semestre. Entre as novidades, já está decidido que o simulcasting …

Tele.Síntese Análise 374

Fim do simulcasting e conversor social já decididos

Para que a sua convicção, de que “há espaço para todo mundo” se converta em realidade, Genildo Lins sabe que muitas medidas terão de ser tomadas, e ele espera concluir os estudos ainda neste semestre. Entre as novidades, já está decidido que o simulcasting (transmissão conjunta do conteúdo analógico e digital, em outro canal) vai ser extinto.

Segundo Lins, existem ainda em São Paulo (sem contar com essas duas retransmissoras que acabaram de ganhar espectro) 13 canais analógicos para os quais não se encontrou ainda o par digital. Da mesma forma, em outras capitais e grandes centros urbanos, essa realidade se repete. Para resolver esta questão de vez, será extinta a obrigatoriedade do simulcasting.

“Vamos acabar com o simulcasting para quem não terminou a digitalização ainda. Temos que ser pragmáticos. Os canais vão direto para o digital quando quiserem e a data limite será a do desligamento do sinal analógico”, afirmou.

Para todo mundo
Os canais concedidos para as TVs Câmara e Senado também em dezembro – foram consignados o canal 61 na maioria das capitais brasileiras – já são apenas digitais. O fato de eles estarem bem no meio da banda de 700 MHz (que abarca os canais 51 a 69) também não deve ser motivo de preocupações, ponderou o secretário. “A portaria de 2009 estabelecia que os canais públicos tinham que ficar entre os canais 61 a 69. Mas todos vão migrar para fora da faixa de 700 MHz”, afirmou. Conforme os planos do ministério, os canais públicos vão ser alocados para abaixo do canal 51. “É bom lembrar que, com a devolução dos canais analógicos, ficarão sobrando 36 canais, em VHF, o que dá para todo mundo e muito mais”, assinalou.

Mas o governo terá mesmo de enfrentar a questão do desligamento dos sinais analógicos e da capacidade de recepção dos sinais digitais por grande parte da população brasileira. Segundo Lins, a intenção é acabar com as transmissões analógicas nos grandes centros (ou onde a frequência será necessária para a banda larga até 2015). Nas cidades menores, o desligamento vai escorrer por muitos anos mais. “Até nos Estados Unidos ainda há muitas emissoras analógicas”, lembra.

Esse escalonamento de desligamento se dará principalmente porque o governo está convencido de que será necessário distribuir o conversor social para as residências mais carentes. O Minicom estima que pelo menos 20 milhões de residências precisarão do conversor subsidiado. Nas contas mais otimistas, o governo prevê um conversor de até R$ 50,00, o que significa custos de bilhões de reais para o Tesouro. “Mas, se implantarmos a digitalização de forma paulatina, essa conta fica viável”, aposta Lins.

Hoje, o mercado ainda oferece o conversor mais barato (a preço de atacado), a R$ 120,00 , mas o governo conta com o seu poder de compra e com novas medidas de política industrial para baixar esse preço. A ideia é fazer com que o conversor seja distribuído pelo menos para as famílias que compõem o cadastro do Bolsa Família (cerca de 15 milhões de famílias). Como a ideia é desligar a TV analógica somente em cerca de 400 cidades, o número de contemplados seria bem menor ao projetado inicialmente, cabendo dentro do orçamento do Tesouro Nacional.

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