FCC e TVs travam disputa nos EUA por propaganda política


 

Uma  disputa entre a  FCC- agência reguladora de telecomunicações norte-americana- e as emissoras de TV abertas será decidida esta semana, quando o conselho diretor da agência norte-americana votará a proposta que está sob consulta pública. As divergências foram amplificadas pelo próprio presidente da FCC, Julius Genachowski, que acusou, em evento promovido pelas próprias emissoras em Las Vegas  semana passada, que as TVs norte-americanas seriam contrárias “à transparência e ao jornalismo”. O embate se dá porque as emissoras se recusam a divulgar na internet a venda dos espaços publicitários para os políticos.

 

Os dados com as informações sobre quem compra e quanto custam os espaços publicitários políticos já têm hoje que ser abertos, mas os dados ficam disponíveis nas sedes das emissoras em papel. A FCC quer que esses dados sejam colocados na internet, para livre acesso de todos.

As emissoras de TV reagem duramente a esta proposta alegando que os custos seriam muito altos para transportar a base de dados de papel para os sistemas online. Os broadcasters argumentam ainda que a FCC não pode se meter nesta seara, pois o seu papel é regular as telecomunicações, e não conteúdo de TV.

A questão, contudo, é que na Communication Act aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos, determina à agência a “manter e tornar disponível para o público arquivos completo sobre a aquisição de espaço publicitário que é feito pelo candidato ou a favor de qualquer candidato”.

As emissoras alegam ainda que, se divulgarem estas informações, estariam abrindo seus negócios privados, já que seriam revelados os preços dos espaços publicitários. Argumento contestado pela FCC, que alega que as informações já são públicas, e só precisam ser melhor difundidas.

No Brasil, o espaço de propaganda política “gratuito” é, na verdade, custeado por todos os contribuintes brasileiros, visto que o pagamento por esses espaço está previsto no Orçamento Geral da União.

 

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