Fator X: Telefônica pede adiamento e contratação de auditoria pela Anatel.


A proposta da Anatel do novo índice de produtividade (Fator X),  a ser aplicado nas tarifas de telefonia fixa, recebeu muitas críticas das seis concessionárias, mas apenas uma delas – a Telefônica – formalizou o pedido para o adiamento, por um ano, de sua implementação. Para a operadora paulista, não haverá tempo hábil para que …

A proposta da Anatel do novo índice de produtividade (Fator X),  a ser aplicado nas tarifas de telefonia fixa, recebeu muitas críticas das seis concessionárias, mas apenas uma delas – a Telefônica – formalizou o pedido para o adiamento, por um ano, de sua implementação. Para a operadora paulista, não haverá tempo hábil para que as empresas forneçam todos os dados solicitados para o reajuste de julho deste ano. “Na avaliação mais positiva, haverá apenas três semanas para que as empresas forneçam os números e a Anatel indique o novo índice antes do reajuste de 18 de julho”, argumenta a operadora. Além disso, a empresa pede que seja feita também uma auditoria da consolidação dos números e do cálculo da Anatel. Esta auditoria, sugere a empresa, deverá ser discutida entre as concessionárias e a agência. 

Embora as demais concessionárias – Oi, Brasil Telecom, CTBC, Sercomtel e Embratel – não tenham pedido para adiar a implementação da nova fórmula, as críticas ao documento foram recorrentes. Todas alegam que o percentual de compartilhamento da produtividade (75% em 2010 e 100% em 2011) com os usuários irá provocar o efeito inverso ao desejado, já que irá desestimular as empresas a buscarem maior eficiência. Elas alegam também que o repasse de 100% deste índice seria ilegal.  Pedem pela manutenção do repasse praticado atualmente, de 50%.

As empresas reclamaram muito também do novo indicador adotado. Além do índice de Fisher (que mede a produtividade passada), a Anatel irá também implementar o índice DEA (Data Envelopment Analysis), usado para auferir a fronteira da eficiência das empresas, ou projeção de produtividade. Segundo as operadoras, esse índice só foi adotado na Austrália, para apurar as tarifas de abastecimento de água, e pode trazer elevados riscos em sua aferição, além de, pela fórmula proposta pela agência, “superestimar os ganhos de eficiência”.

Celulares
Embora o Fator X seja aplicado apenas para as tarifas de telefonia fixa, as operadoras de celular, Vivo e Claro, além da entidade que as representa, a Acel, também reclamaram da metodologia sugerida pela Anatel. ( Da Redação )

Anterior Plínio de Aguiar defende votação sobre PGO esta semana
Próximos Normas para call centers saem em 15 dias