Falta infraestrutura de banda larga no Brasil, diz especialista.


Embora os investimentos em telecomunicações no Brasil sejam proporcionalmente até superiores aos dos demais países da América Latina, eles são insuficientes para atender à demanda de banda larga. O número de usuários por acesso é de sete, enquanto a média na região na região é de pouco mais de três.

Os dados foram apresentados pelo consultor mexicano Ernesto Flores durante o Painel Telebrasil, que se realiza no Guarujá. Flores não entrou no mérito das razões de os investimentos estarem abaixo do necessário. Citando estudo do World Economic Forum, disse apenas que as causas estão no ambiente regulatório e no ambiente institucional. Entre os ofensores mencionou a elevada carga tributária e o alto custo de se investir no país.

Nas simulações que apresentou, indicou que se a carga tributária aplicada nos serviços de telecomunicações fosse reduzida dos 43,3% para 6,1% (a da Malásia), em cinco anos seriam gerados mais US$ 205 bilhões e a banda larga móvel cresceria 300% além do esperado. “O PIB adicional por cada dólar de imposto não arrecadado seria de 30,8%”, disse.

Flores também mostrou que o investimento em telecomunicações no Brasil custa 16% a mais do que a média da América Latina. “É um custo muito alto”, disse, que se reflete em menos infraestrutura proporcionalmente ao dinheiro aplicado. De acordo com ele, para chegar ao nível da infraestrutura de telecomunicações que os Estados Unidos tem hoje, com cerca de 75% de penetração da banda larga, serão necessários investimentos de US$ 100 bilhões. “E se o custo Brasil em telecomunicações não for reduzido, o país vai gastar mais R$ 16 bilhões que não precisaria gastar”, afirmou.

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