Falta de recursos prejudicou testes com sistemas do SBDTV


A falta de recursos no valor de R$ 2,5 milhões, necessários para a construção de uma estação-piloto que serviria para testar os middlewares, serviços e aplicações e canais de interatividade desenvolvidos pelos pesquisadores brasileiros para o SBTDV (Sistema Brasileiro de TV Digital), impediu uma análise de como esses sistemas funcionarão em conjunto. É que o …

A falta de recursos no valor de R$ 2,5 milhões, necessários para a construção de uma estação-piloto que serviria para testar os middlewares, serviços e aplicações e canais de interatividade desenvolvidos pelos pesquisadores brasileiros para o SBTDV (Sistema Brasileiro de TV Digital), impediu uma análise de como esses sistemas funcionarão em conjunto. É que o que informa o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) com base em dados divulgados pelo CPqD.

O FNDC é uma das entidades que compõe o comitê consultivo da TV digital. Os relatórios dos consórcios de universidades já estão sendo analisados pelo grupo gestor do SBTDV, composto de assessores de dez ministérios e secretarias.

Estação-piloto
Segundo informações divulgadas pelo FNDC, a inexistência de uma estação experimental para os testes fez com que os sistemas (middlewares, aplicações e canis de interatividade) fossem validados de forma isolada, sem um teste sistêmico conclusivo. Independentemente da estação-piloto, entretanto, o CPqD entende que é possível, neste momento, definir uma arquitetura mínima do receptor/decodificador que suporte as inovações propostas, permitindo a negociação com os fabricantes. “Mas ao longo de 2006, sem a estação-piloto, será difícil convencer qualquer ator da cadeia de valor a adotar uma das inovações sem os testes sistêmicos integrados”, argumenta o CPqD.

De acordo com o FNDC, da forma como os resultados das pesquisas estão compilados é possível constatar que existem poucas ligações efetivas entre as partes nacionais do futuro sistema. Por exemplo, o único terminal de acesso desenvolvido por um consórcio foi demonstrado apenas no padrão japonês (ISDB). Já as aplicações e serviços testados, por sua vez, dão conta de soluções variadas que vão desde T-mail, T-voto, T-Gov a guia eletrônico de programação. O problema é que a maioria funciona em MHP, o sistema operacional do padrão europeu de TV digital (DVB).

Compatibilidade
“Essa falta de compatibilidade inicial entre os “ossos” do esqueleto esbarra ainda em outros obstáculos para os quais as pesquisas não apresentam respostas. Na maior parte dos casos, o CPqD deixou a opção em aberto para que a escolha seja mais política e econômica do que técnica”, diz o FNDC.

É o caso, por exemplo, do padrão de compressão e vídeo. Em geral, os padrões existentes no mundo trabalham com o protocolo MPWG-2, que utiliza entre 17-18 Mb por segundo para transmitir imagens em alta definição em mesmo canal de 6 MH. Mas já existe no mercado um padrão (H.264), mais caro, com o qual a mesma qualidade final de vídeo é alcançada ocupando apenas 9 Mb do mesmo canal.

Canal de interatividade
Outra dúvida do CPqD diz respeito à característica do canal de interatividade do SBTDV. Apesar de terem sido apresentadas duas propostas — uma da PUC-RJ utilizando tecnologia existente de telefonia móvel e a outra da Unicamp, empregando WiMax –o centro de pesquisas preferiu deixar esta opção em aberto para que sejam consideradas também a adoção de canal de retorno pelas redes de TV a cabo, MMDS, telefonia e outras infra-estrutura existentes. Em todos os casos, alega o CPqD, a escolha posterior não causaria problemas desde que a unidade receptora tenha uma porta USB ou equivalente para permitir a conexão do decodificador ou do aparelho de TV digital à rede de telecomunicações.
Fonte: Fórum FNDC

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