Pouco acesso e falta de treinamento impedem avanço das TICs na educação


A falta de infraestrutura de acesso e treinamento são os principais fatores que impedem o uso das Tecnologias de Informações e Comunicações (TICs) na educação. Esta é a principal conclusão dos setores que trabalham com o tema no Brasil, que participaram nesta terça-feira (3) do 31º Encontro Tele.Síntese, em Brasília. De acordo com o coordenador do Ipea, Luis Kubota, isso fica bem claro no estudo que o instituto está fechando sobre o uso de tecnologias nas escolas, com dados da pesquisa TICs Educação, do CGI.br.

Já o gerente de projetos do Centro de Estudos sobre as Tecnologias de Informação (Cetic) do CGI.br, Alexandre Barbosa, o acesso é problema, mas onde não há essa escassez, a falta da capacitação, de apropriação das tecnologias, impedem o avanço delas para processos de inovação, por exemplo. “Nas empresas, o uso da internet é maior para envio e recebimento de e-mails e para buscas, sem muita preocupação com integração com os fornecedores ou uso de outras ações de gestão”, disse.

O superintendente de Suporte da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), André Barbosa, por sua vez, acredita que a TV aberta, presente em 96% dos lares brasileiros, pode ter um papel importante na disseminação de serviços de governo e de tecnologias. Para isso, ele defende a incorporação da TV digital interativa nas políticas públicas de inclusão digital.

A representante da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, Beatriz Alquéres, disse que a incorporação de novas tecnologias na educação depende da capacitação do professor. E isso é um problema porque não pode afastá-los da sala de aula. “Para superar essa barreira, estamos instalando um Ginásio de Experimento de Novas Tecnologias na Educação [Gente], com foco no ensino individual e uso de tablet para treinamento dos professores”, disse. Ela informou que o município já conseguiu universalizar o ensino básico e em boa parte das 1.080 escolas tem quase 1 computador por três alunos, mas disse que o acesso é de baixa velocidade e o município tem dificuldade em contratar um link dedicado.

 

A Telebras já estuda o aumento da velocidade das conexões para a nova versão do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). A meta é passar de 1Mbps para 4 ou 5 Mbps, disse o presidente da estatal, Caio Bonilha, em sua apresentação.  Além  disso,  ele conta com o andamento da construção dos cinco cabos submarinos, que permitirá derrubar o preço do link de 1 Mbps.

 

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