Falha de segurança no WhatsApp prejudica investigações da Lava Jato


O WhatsApp informou que hackers conseguiram instalar um software com sistema de vigilância remoto em telefones celulares e outros dispositivos usando uma vulnerabilidade no programa de mensagens instantâneas. E recomendou a atualização do aplicativo pelos 1,5 bilhão dos usuários.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, determinou a instauração de um procedimento administrativo para acompanhar a de tentativas de ataques cibernéticos a membros do Ministério Público Federal, sobretudo procuradores que integram a Força Tarefa Lava Jato no Rio de Janeiro e no Paraná. Identificadas nos últimos dias, as tentativas de ataques já são objeto de procedimentos investigativos específicos nas respectivas unidades.

Para o WhatsApp, as características do ataque demonstram que ele teria vindo de uma empresa privada israelense que trabalha com governos que desejam usar programas de espionagem.

Na Procuradoria-Geral da República, foram determinadas providências a serem adotadas pela Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (STIC) no sentido de diagnosticar eventuais ataques e resolver o problema de forma definitiva. Para especialistas, a falha é gravíssima.

Segundo a PGR, desde a semana passada, a STIC tem reforçado orientações de medidas para ampliar a segurança dos aplicativos de mensagens como WhatsApp e Telegram nos celulares institucionais. Em parte dos casos em que foi verificada a tentativa de ataque, os usuários receberam ligações do seu próprio número, o que à primeira vista parece impossível, algo que estaria sendo viabilizado por meio de aplicativos específicos. A secretaria também já acionou a operadora telefônica para garantir a segurança dos usuários.

A secretaria esclarece ainda que os roubos de identidade, e o chamado sequestro de contas de Telegram e WhatsApp podem estar acontecendo por meio das explorações dessas vulnerabilidades ou por meio de mensagens falsas que levam o usuário a clicar ou fornecer informações que viabilizam a fraude. Uma vez comprometido um aplicativo de mensageria, os contatos presentes naquele dispositivo serão as próximas vítimas, tanto pelas informações ali presentes quanto pela relação de confiança comumente estabelecida entre os pares.

No despacho em que determinou a abertura do procedimento, a PGR destaca informações recebidas dos integrantes da Força Tarefa, enfatiza que os ataques noticiados pelos membros do MPF são graves e configuram uma situação que pode comprometer diversas apurações em curso. Por esta razão, o empenho da PGR na prevenção e apoio na identificação dos responsáveis tem sido total.(Com assessoria de imprensa)

 

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