Falco diz a ministros que não dá para massificar banda larga sem a Oi


O presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, disse hoje que não dá para fazer massificação da banda larga sem que haja a participação da operadora em 60%, 80%, se não em 90% das ações. “Somos nós que fazemos a universalização no Brasil de uma maneira geral”, afirmou, após participar de reunião com os ministros Paulo …

O presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, disse hoje que não dá para fazer massificação da banda larga sem que haja a participação da operadora em 60%, 80%, se não em 90% das ações. “Somos nós que fazemos a universalização no Brasil de uma maneira geral”, afirmou, após participar de reunião com os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Erenice Guerra (Casa Civil) por mais de três horas.

Falco disse que apresentou aos ministros uma proposta de colaboração, no sentido de se usar o máximo as infraestruturas existentes no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) em elaboração pelo governo. Segundo ele, a operadora não apresentou proposta, apenas mostrou como algumas infraestruturas que já existem no Brasil podem auxiliar e complementar o plano que o governo está fazendo. “A Oi não faz planos, a Oi só entrega meios”, disse.

Sobre a possibilidade de a Oi vir a gerir o PNBL, Falco disse que esta é uma decisão do governo. Também não achou que o governo esteja mais, ou menos, receptivo à participação das operadoras privadas no plano. “Está na linha do que o governo orientou, de usar todas as infraestuturas”, desconversou. Para Falco, o processo atual é de fazer um levantamento dos ativos existentes para se ver como se faz um plano de uma maneira mais econômica num país como o Brasil.

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O encontro do presidente da Oi com os ministros foi decidido ontem, depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou por adiar as definições sobre o Plano Nacional de Banda Larga. O pedido de audiência foi defendido pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e teve apoio de ministros.

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