Fake news liga coronavírus ao 5G


Uma notícia falsa contra o 5G está se espalhando pela Europa, afirmando que a tecnologia é a responsável pelo coronavírus. A teoria, completamente infundada, fez com que pessoas contrárias à implantação da rede já estão queimando antenas de transmissão de dados no Reino Unido. O You tube decidiu retirar de seus sistemas vários vídeos com esse tipo de informação.

A porta-voz do site afirmou ontem, domingo, que irá constantemente remover vídeos que vão contrários à sua política e que a empresa continua comprometida em reduzir as informações erradas.

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As terias de conspiração são muitas. Uma delas afirma que o COVID-19 apareceu em Wuhan, primeira metrópole chinesa a implantar a rede 5G. Porém, a tecnologia já está funcionando em outras 16 cidades da China, sem qualquer ligação com o coronavírus.

Outra teoria é de que o coronavírus é resultado da exposição dos seres humanos a frequências dessa rede de telefonia. Um vídeo, que vem sendo compartilhado em grupos como Stop 5G UK, com mais de 27 mil membros, foi postado no YouTube. Com 57 minutos, o vídeo tenta convencer que a frequência usada no 5G ataca o sistema imunológico das pessoas, deixando-as suscetíveis ao COVID-19.

A Organização Mundial da Saúde, no entanto, diz que nenhuma pesquisa associou a exposição à tecnologia sem fio a efeitos negativos à saúde. A OMS disse em seu site que continuará revisando as pesquisas nessa área e está realizando uma “avaliação de risco à saúde” de todas as faixas de radiofrequência que estarão disponíveis em 2022.

Segundo a agência Reuters, o diretor médico do centro nacional de saúde inglês, Stephen Powis, disse que a ideia da conspiração 5G é uma notícia falsa e sem respaldo científico que arrisca prejudicar a resposta de emergência ao surto. “A história do 5G é uma basteira completa e absurda, é o pior tipo de notícia falsa”, declarou Powis. “A realidade é que as redes de telefonia móvel são absolutamente críticas para todos nós”, disse.

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