Faixa de VHF deve ser licitada a partir de 2016


 

O governo deve licitar os canais de VHF (de sete a treze) da faixa de 700 MHz para a TV digital a partir de 2016, quando o processo de digitalização já estiver avançado. Esse espaço seria usado para expansão do serviço, sobretudo em cidades onde há maior aglomeração de emissoras, como em São Paulo e no Rio. Segundo o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, esses canais vão ficar vazios após a digitalização e pode despertar interesses dos radiodifusores. “O VHF virou de certa forma um ponto de discórdia, começaram a dizer que nós íamos colocar as TVs públicas no VHF alto, canais de 7 a 13, mas não é verdade, estamos colocando no UHF, canais de 14 a 51, assim como todas as TVs que existem hoje”, enfatizou.

Bernardo discorda do tratamento que vem sendo dado pelas emissoras para essa faixa. “O problema hoje são as dúvidas sobre se esses canais do VHF alto vão poder sintonizar as TVs abertas pelos celulares”, reconheceu. Porém, disse que o ministério está conversando com as universidades, fazendo testes para ver como fica a recepção.

“Se os testes comprovarem que não pega nos celulares, essa questão da falta de mobilidade será enfatizada, mas quem garante que a evolução tecnológica não permita isso em pouco tempo”, questiona. O ministro destacou que os canais mais baixos exigem investimentos menores porque se propagam mais longe e, com certeza, terão bastante uso.

Bernardo reafirmou que se tiver algum problema de espaço para acomodar as emissoras existentes nos canais de 14 a 51 em algum lugar, como Campinas, será tirado um pedaço da faixa que vi ser leiloado para a banda larga para as televisões. “Ninguém ficará de fora”, disse.

Digitalização

O ministro das Comunicações disse que deve fechar nos próximos dias com o Planalto, o texto do decreto que altera o prazo para digitalização dos canais até 2018. “Havia uma proposta de ampliar o prazo para 2020, mas a Casa Civil recomendou que essa data deve coincidir com o fim do suposto segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, além de ser um prazo muito longo”, disse.

Bernardo afirmou que, em tese, os canais analógicos podem continuar a funcionar depois desse prazo, como acontece nos Estados Unidos. “A situação hoje é de em mais de quatro mil municípios onde o campo entre os canais 14 e 51 está desocupado, tem espaço. Nesses locais é possível manter os canais analógicos, mas não é isso que vamos colocar no decreto”, completou.

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