Facebook vai mudar política de privacidade e quer ouvir usuários


Os questionamentos sobre a forma como as empresas de internet utilizam os dados dos usuários tem crescido no mundo, em especial depois que a União Europeia questionou a forma como o Google utiliza informações dos usuários obtidas em seus vários serviços de forma cruzada. No Brasil, o Ministério da Justiça trabalha em um projeto de lei para garantir o direito à privacidade dos dados dos brasileiros (o país é um dos únicos do mundo a não ter uma lei deste tipo), e o setor de telecomunicações, sociedade civil e governo se debatem em torno da proposta do Marco Civil da Internet, que estabeleceria este direito. Neste meio tempo, a rede social Facebook anunciou que está trabalhando para atualizar sua política de uso de dados e declaração de direitos e responsabilidades. 

O tema é polêmico porque as empresas de internet cada vez mais precisam usar dados dos usuários para rentabilizar o negócio, uma vez que a disposição de pagar por serviços disponível na rede mundial de computadores não é das maiores. O Facebook, por exemplo, ainda precisa provar que tem capacidade de reverter o grande número de usuários em receita, um desafio com prazo ainda mais apertado desde o lançamento de ações da rede social na bolsa de valores americana. Aliás, estes são os dois fatores que justificaram oficialmente a revisão da política de governança dos dados dos usuários.  

De acordo com a página de governança do Facebook, as atualizações incluem “novas ferramentas para gerenciar suas mensagens do Facebook; mudanças sobre como se referem a determinados produtos; dicas sobre como gerenciar a sua linha do tempo e lembretes sobre o que está visível a outras pessoas na rede social. 

As mudanças sugeridas incluiriam novos filtros para gerenciar as mensagens recebidas e lembretes de que, por exemplo, quando você oculta itens da sua linha do tempo, essas publicações estão visíveis em outros lugares, como no Feed de notícias, nas linhas do tempo de outras pessoas ou nos resultados de busca.

O Facebook dará sete dias para seus usuários comentarem o tema (até dia 28), como vinha fazendo, mas dessa vez retirou o sistema de  votação das propostas porque, em vez de quantidade, quer qualidade nos comentários, conforme justificou. Após o término do período de comentários, o Facebook promoverá uma sessão de em que Erin Egan, chefe da política de uso de dados da companhia, responderá aos comentários dos usuários ao vivo.

 

 

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