Fabricantes preferem boas regras à pressa no leilão da 5G


Embora os principais fabricantes da tecnologia enumerem as vantagens que a 5G vai trazer para a produtividade, para o cliente, para a inovação e para a sociedade brasileira, preferem que o leilão seja realizado com regras bem construídas,  sem pressa para o  seu lançamento este ano, quando o cenário econômico e a própria modelagem da proposta  lançada pela Anatel ainda traz muitas incertezas. Essa foi a opinião dos quatro executivos, Eduardo Ricotta, da Ericsson; Luiz Tonisi, da Nokia; Emílio Loures, da Intel e Giusepe Marrara, da Cisco sobre o momento certo para o leilão da 5G no Brasil na Live promovida hoje, 18, pelo Tele.Síntese.

Para Luiz Tonisi, diretor geral da Nokia do Brasil, antes que as redes com a nova geração da telefonia móvel sejam instaladas, é preciso remover as inúmeras barreiras existentes e que vão prejudicar o seu roll out. Entre elas, o executivo citou as dificuldades para a instalação de antenas, que precisam ser resolvidas. ” Velocidade sem controle, não adianta”, afirmou.

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Já para Giuseppe Marrara, diretor de Políticas Públicas da Cisco, além do cenário econômico bastante desafiador, as próprias operadoras precisam de mais tempo para adequar suas redes aos novos hábitos de consumo gerados pelo isolamento social, que aumentou muito mais o tráfego de dados na ponta da rede obrigando a uma nova arquitetura de rede.

Eduardo Ricotta, presidente da Ericsson para o Cone Sul da América Latina, observou ainda que é preciso assegurar que o leilão seja revertido em investimentos para a expansão das redes de telecomunicações, e não para aumentar a arrecadação para o Tesouro Nacional. Tese que se tornar mais sensível no momento em que o Estado brasileiro tem diminuída a sua arrecadação e aumentado seus gastos devido à pandemia. Por isso, analisa, o mais sensato é lançar a licitação em um momento mais propício.

E Emílio Loures, diretor de Políticas Públicas da Intel disse que, se o leilão não  ocorrer este ano, não pode atrasar demais em 2021, sob o risco de o país não se apropriar das oportunidades que se abrem com a nova tecnologia. ” A convergência chegou para a ficar”, afirmou.

 

 

 

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