Exportações de eletrônicos caem 3,6% em setembro


A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) divulgou números nesta quinta-feira, 20, da balança comercial do setor em setembro. Os indicadores mostram uma queda de 3,6% nas exportações de eletrônicos no mês, quando comparado ao mesmo período de 2015. O motivo, no entender da associação, é variação cambial. Segundo a Abinee, dólar abaixo de R$ 3,50 é sinônimo de queda nas vendas ao exterior.

No mês, as exportações de eletroeletrônicos somaram US$ 470,8 milhões. As vendas de bens de telecomunicações foram as maiores prejudicadas, amargando retração de 40,5%. As fornecedoras de equipamentos de telecom registram vendas 78% menores de radiosbase, que passaram de US$ 12,4 milhões, em setembro de 2015, para US$ 2,8 milhões, em setembro de 2016. Recuaram também as exportações de componentes para telecomunicações (-51%). O setor de informática se mostrou um pouco mais saudável, com crescimento de 11,3% nas vendas ao exterior.

Já as importações somaram US$ 2,2 bilhões, 9,8% abaixo das ocorridas no mesmo mês do ano anterior (US$ 2,4 bilhões). Houve crescimento em Telecomunicações (+11,6%), influenciados pelas compras de aparelhos de radiocomunicação (+40%). A importação de equipamentos e componentes de informática caiu 13,9%.

No acumulado de janeiro-setembro de 2016, as exportações de produtos elétricos e eletrônicos somaram US$ 4,23 bilhões, 2,4% abaixo das registradas no mesmo período de 2015 (US$ 4,33 bilhões). A partir do segundo semestre, quando a cotação do Dólar ficou abaixo de R$ 3,50 (chegando a R$ 3,26 em setembro), as vendas externas recuaram, fazendo com que os resultados acumulados das exportações ficassem abaixo das ocorridas em iguais períodos do ano passado. “Esse comportamento negativo anulou, inclusive, o crescimento atingido no primeiro semestre deste ano”, conclui a entidade.

Saldo – de janeiro a setembro, o déficit da balança comercial dos produtos elétricos e eletrônicos somou US$ 14,56 bilhões, 30,5% abaixo do registrado em janeiro-setembro do ano passado (US$ 20,94 bilhões). Apesar de diminuir, a Abinee não vês motivos para comemorar. Ressalta que a diminuição do déficit é resultado principalmente de menos importação, e não de mais exportação, o que mostra a atividade econômica ainda claudicante.

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