Emmanoel-Campelo-cnj-divulgacaoPelos discursos de saudação ao novo conselheiro da Anatel, o advogado potiguar Emmanoel Campelo, o seu principal atributo para desempenhar bem o novo cargo é a sua especialização acadêmica e sua experiência prática em conciliação e mediação de conflitos, área em que a agência não tem colhido muitos bons resultados apesar dos esforços das comissões de arbitragens. Suas qualidades como mediador foram destacadas pelo senador José Agripino Maia (DEM/RN), um dos patronos de sua indicação, pelo ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, e mesmo pelo presidente da Anatel, Juarez Quadros. O ministro Gilberto Kassab, da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, lembrou o caráter conciliador do pai do conselheiro, ministro do TST, e de como a sua indicação foi pactuada tranquilamente, ganhando adesões. A cerimônia de apresentação de Campelo foi realizada hoje pela manhã no auditório da Anatel, em Brasília.

Para o novo conselheiro, sua experiência na área da conciliação, na qual atuou por cinco anos no Conselho Nacional de Justiça, vai lhe ajudar a enfrentar os desafios que terá à frente na Anatel e que são muitos. “A Anatel e a Lei Geral de Telecomunicações estão completando 20 anos e há necessidade de uma atualização do modelo de regulação. É uma enorme responsabilidade atualizar a regulação do setor de telecomunicações para atender ao interesse público em tempos difíceis provocados pela crise política e econômica. Temos que desenvolver políticas públicas e atrair investimentos econômicos para continuar desenvolvendo o setor”, disse.

Segundo Campelo, para que a atividade de conciliação funcione, o primeiro passo é investir em capacitação.  “No Poder Judiciário, depois que investimos em capacitação de pessoal, os resultados foram surgindo de maneira escalável”, relatou.