Executivo da AT&T que contratou advogado pessoal de Trump deixa a tele


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O vice-presidente sênior da AT&T nos Estados Unidos, Bob Quinn, está de saída. O executivo deixa a empresa na semana em que veio à tona um escândalo político que, conforme o próprio presidente da empresa, Randall Stephenson, manchou a reputação da operadora.

Quinn supervisionou a contratação do advogado pessoal de Donald Trump, Michael Cohen, três dias após a posse do presidente dos EUA. O advogado deveria orientar a AT&T sobre como conseguir apoio do republicano à fusão entre AT&T e Time Warner. Para tanto, cobrou US$ 600 mil.

“Nossa companhia está nas manchetes pelos motivos errados nos últimos dias e nossa reputação foi manchada. Não há como dizer de outra forma: a contratação de Michael Cohen pela AT&T como um consultor político foi um grande erro”, escreveu Stephenson em memorando enviado aos funcionários da companhia.

Segundo ele, a associação prévia de Cohen com Trump gerou repercussão negativa, apesar de não ter nada de ilegal. Por isso, decidiu-se mudar o comando do departamento de relações institucionais.

A AT&T emitiu um comunicado no qual detalha os motivos para a contratação de Cohen. A empresa diz que contratou diversas consultorias para entender como Trump agiria nos anos seguintes. As consultorias deveriam explicar como seria a atuação do presidente norte-americano em diversas frentes, como reforma da FCC, reforma tributária, medidas antitruste e, especificamente, a tentativa de fusão com a Time Warner.

Antes de ser contratado, Cohen afirmou que estava deixando de trabalhar com Trump. O acordo, explica a AT&T, previa o pagamento de US$ 50 mil mensais para Cohen opinar sobre os atos do presidente. Ele não poderia atuar como lobista (prática legalizada nos EUA) nem se reunir com integrantes do governo.

O jornal Washington Post publicou o contrato firmado entre a AT&T e Cohen nesta semana, gerando forte especulação nos EUA sobre os motivos do acordo.

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