Europa e China disputam corrida pela 5G


shutterstock_Grey Carnation_Tecnologia_Tendencia_Telefonia_Movel_5GA União Europeia e a China demonstram vontade de disputar a autoria da próxima geração de redes móveis, a 5G. Em carta enviada a executivos da British Telecom, Deutsche Telekom, Telecom Italia, Orange, Vodafone, Nokia e Ericsson, o comissário europeu para a economia digital, Günther Oettinger disse ter pressa para que os países do bloco desenvolvam a tecnologia. No documento, afirmou que “a Europa deve liderar nesta área”. A carta foi obtida pelo jornal britânico Financial Times.

Oettinger pediu maior coordenação para o desenvolvimento da tecnologia dentro do bloco e a proposição de um cronograma para a criação de uma mercado doméstico para a 5G. Chamou os executivos, ainda, para uma reunião nesta terça-feira, 12.

Do outro lado do mundo, o ministério da Indústria da Informação e da Tecnologia da China anunciou um programa oficial, criado para acelerar o desenvolvimento da 5G. “A proposta da pesquisa e dos testes é embasar a formulação de padrões para a 5G no mundo e acelerar o desenvolvimento da indústria de telecomunicações”, disse Cao Shumin, chefe de pesquisa do ministérios para a pesquisa em 5G, conforme a agência oficial de notícias chinesa Xinhua.

A proposta é finalizar testes da 5G desenvolvida no gigante asiático até 2018, e iniciar a comercialização em 2020. A intenção é fazer a definição dos padrões locais coincidir com o cronograma internacional estabelecido por entidades como UIT e 3GPP, que trabalham para estabelecer as características da quinta geração.

Importante lembrar que, nessa corrida pela paternidade da tecnologia, ou conjunto de tecnologias, que comporão a 5G, também correm por fora Estados Unidos, cuja operadora Verizon promete testes para este ano, e a Coreia do Sul, que também assinou acordos de desenvolvimento com os europeus. No Brasil, testes acontecem na Inatel, mas o debate local ainda esbarra na universalização do acesso à internet.

Na esteira da 5G estão inovações capazes de revolucionar indústrias, em áreas como telemedicina e veículos autônomos. Na última semana, durante feira de produtos eletrônicos, fabricantes demonstraram diferentes aparelhos que dependem de conexões permanentes com a internet para funcionar. E os produtores de componentes se mostraram comprometidos em fazer avançar as tecnologias para objetos conectados(Com agências internacionais)

 

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