EUA dão mais 90 dias para empresas deixarem de vender à Huawei


O escritório de indústria e segurança (BIS, na sigla em inglês) dos Estados Unidos avisou hoje, 19, que ampliou em 90 dias a licença temporária para que empresas locais vendam produtos à Huawei. Ou seja, os negócios estão liberados, ainda que com supervisão governamental, até 17 de novembro.

O prazo da primeira licença acabaria nesta segunda-feira, mas foi ampliado a pedido de companhias norte-americanas, não reveladas. Banida do mercado norte-americano, a fabricante é grande compradora de componentes de grupos como Qualcomm e Xinlix, por exemplo.

Segundo os termos do novo documento, fica ampliado o prazo para transações “limitadas que envolvam a exportação, a reexportação e a transferência de itens para a Huawei e subsidiárias não-americanas”.

O governo dos EUA diz, ainda, que estuda uma forma de permitir que as empresas locais mantenham a Huawei na carteira de clientes sem ter de levantar o embargo. Iniciado este ano, o banimento da gigante asiática do país impede a companhia de vender seus produtos, e as empresas locais de fornecer a ela.

Segundo o secretário de comércio Wilbur Ross, “estamos constantemente trabalhando no departamento [de comércio] para assegurar que qualquer exportação para a Huawei e afiliadas não violem os termos [do embargo]”.

Até que haja solução definitiva, fornecedores de componentes e outros produtos que queiram vender para a companhia asiática terão de obter uma autorização do departamento de comércio. O órgão vai analisar que tipo de produto é vendido e só então decidir se a transação poderá ou não ocorrer. Isso porque, segundo o governo do país, a Huawei estaria envolvida em atividades “contrárias à segurança nacional dos EUA”. Acusações que a Huawei rechaça.

Embora tenha liberado novas vendas por mais 90 dias, o departamento de comércio ampliou o número de empresas que a seu ver têm alguma associação com a Huawei, e portanto, não podem comprar produtos dos EUA. A nova lista acrescenta 46 empresas ou pessoas ligadas ao grupo chinês que passam a ser considerados ameaças à segurança nacional. De acordo com o órgão, com as adições, a lista já passa de 100 nomes que passam a operar sob restrições no mercado local.

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