Estudo vê situação alarmante do país em termos de banda larga


O estudo sobre massificação da banda larga do Ipea, apresentado hoje, destaca a situação alarmante do Brasil em termos de preço e oferta da banda larga. “Apesar de a economia do país situar-se entre as dez maiores do mundo, em termo de desempenho das telecomunicações, a UIT (União Internacional das Telecomunicações) classificou o país em …

O estudo sobre massificação da banda larga do Ipea, apresentado hoje, destaca a situação alarmante do Brasil em termos de preço e oferta da banda larga. “Apesar de a economia do país situar-se entre as dez maiores do mundo, em termo de desempenho das telecomunicações, a UIT (União Internacional das Telecomunicações) classificou o país em 60º lugar em 2009”, sustenta o estudo, informando, a seguir, que, no mesmo ano, a Argentina ficou em 49º nesse mesmo levantamento, a Rússia em 48º e a Grécia em 30º lugar.

Outro ponto levantado pelo Ipea, o preço cobrado pelo serviço, coloca o país também em situação desvantajosa. “Em 2009, o gasto médiop com banda larga no Brasil custava, proporcionalmente, 4,5% da renda mensal per capita enquanto na Rússia esse índice era de menos da metade: 1,68%. Já nos países desenvolvidos, essa mesma relação situa-se em torno de 0,5%, ou seja, quase 10 vezes menor que no Brasil”, ressalta o estudo.

Segundo o pesquisador Luis Kubota, a questão do preço dos serviços de telecom já foi pior. Depois de muitas críticas no país, o preço recuou, conforme atestou a UIT, em cinco pontos percentuais, saindo da última posição e ultrapassou Argentina, Chile, China e Índia. “No quesito densidade, no entanto, o Brasil progrediu mais lentamente e apenas manteve a sua posição, à frente da Índia”, disse.

Pelas projeções do Ipea, que serão apresentadas em outro estudo, a redução do preço e o aumento da oferta, poderão elevar em mais do dobro o número de conexões do país em quatro anos. "Seriam mais de 20 milhões de conexões, além das 12 milhões existentes", disse Kubola. Isso, diz ele, se o preço ficar em torno de R$ 30 mensais. "Para isso, o governo deve fixar o preço do serviço no atacado e no varejo e contar com a adesão dos pequenos provedores de internet", avalia.

Anterior Ipea: operadoras dominam 80% do mercado de banda larga e preço não cai.
Próximos Teles assinam metas de redução de reclamações com DPDC