Estudo revela as estratégias mais bem-sucedidas entre as operadoras


A Ericsson e a EY (Ernst Young) divulgaram hoje (5) a edição 2014 do estudo Growth Codes, em que analisam as estratégias de crescimento de 20 operadoras de telecomunicações no mundo. Estas operadoras, batizadas de frontrunners, são aquelas que mais cresceram desde 2010, que melhor se adaptaram à queda na demanda por serviços tradicionais de voz e SMS e apresentaram 25% ou mais das receitas vindas do tráfego de dados.

A conclusão do trabalho é que existem três abordagens comuns para expansão permanente e obtenção de bons números em uma telco: evolução dirigida pela qualidade, evolução pela adaptação ao mercado, ou transformação movida pelas ofertas.

A primeira estratégia, evolução dirigida pela qualidade (quality-led progression em inglês) diz respeito às teles que investem fortemente em infraestrutura de rede para conquistar a preferência dos usuários com a entrega de altos níveis de qualidade de serviço. Nesta categoria se encaixam sete das 20 frontrunners. “Havia mais operadoras com esta estratégia em 2013, mas ainda funciona”, ressalta João Yazlle, vice-Presidente de Estratégia e Marketing da Ericsson para América Latina e Caribe. Naquele ano, porém, apenas 12 operadoras se encaixavam no perfil de frontrunners.

O cenário mudou rapidamente em 2014. Algumas das operadoras decidiram crescer com foco na adaptação ao mercado (market-led adaptation). No ano passado, oito companhias demonstram adotar esta estratégia. “São operadoras ágeis. Para elas a experiencia de BSS e OSS é fundamental para entregar o nível de qualidade”, diz o executivo.

Já cinco operadoras buscaram no mix de ofertas (offering-led transformation) encontrar a diferenciação das demais. Abordagem que sequer figurava entre as estratégias possíveis em 2013, revela o estudo. “Neste caso, a empresa usa o entendimento do cliente e fala com ele para criar uma oferta a um segmento. Muitas vezes as novas ofertas acontecem por parcerias com outras empresas, de produtoras de conteúdo ou digitais”, explica Yazlle.

O estudo não revela quais são as 20 telcos eleitas frontrunners. Mas sete delas atuam nas Américas. O grupo das 20 frontrunners apresentou crescimento composto, desde 2010, de 12,4%, enquanto seus concorrentes cresceram 7,3% nos mesmos mercados.

“O estudo não fala qual é a maior empresa. Aborda o sucesso das operadoras. Entre estas 20, há aquelas que são líderes no mercado em que atuam, mas também estão aquelas que desafiam os líderes. Percebemos que, nos locais onde identificamos as frontrunners, o mercado como um todo apresenta uma performance melhor, cresce e se desenvolve mais rapidamente do que onde não há nenhuma”, ressalta Yazlle.

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