Sem alavancas, a penetração da banda larga em mercados não atrativos vai  crescer 4 vezes até 2014, enquanto que com estímulos essa penetração acontecerá 11 vezes mais rápida, conforme estudo da LCA Consultores, nesta quinta-feira (30), durante o 56º Painel Telebrasil. Segundo Claudia Viegas, sem alavancas os investimentos das teles na banda larga  chegarão a R$ 79,5 bilhões até 2014, valores que subiriam para R$ 167,3 bilhões caso hajam incentivos.

Claudia disse que a manutenção da trajetória recente, de forte investimentos, está ameaçada porque está resultando na redução de lucros. “Já está acesa a luz amarela e a evolução do serviço vai depender das alavancas”, disse, afirmando que o crescimento registrado até agora não está sendo acompanhado pela receita obtida pelas empresas. “O uso de minutos aumentou, mas a receita média com usuário caiu 23%, acima do que se observa em outros países”, disse.

Entre os incentivos aos investimentos, a LCA defende a aprovação da lei geral de antenas, já em discussão no Congresso Nacional; o regime especial de tributação para construção de redes, já em fase final de implantação e a disponibilização de espectro, também já encaminhado. Mas a consultoria vê problemas na regulamentação da neutralidade de rede, que afasta investimentos do setor, e a não adoção, pela Anatel, da Análise de Impacto Regulatório (AIR), recomendada pela OCDE.

Para as áreas onde não há interesse econômico na oferta do serviço, a LCA entende que a cobertura dependerá de subsídios diretos do governo. Esses subsídios poderão ser de ajuda financeira direta para que as populações mais pobres adquiram o serviço ou por meio de leilões reversos.

Investimentos

O estudo da LCA atualizou os investimentos das teles desde a privatização até agora,  com isso, os R$ 260 bilhões sobem para R$ 393,6 biilhões, somando os recursos gastos com as outorgas de espectros.