Estudantes ocupam portaria do Minicom contra TV digital


Com tambores, apitos e faixas, um grupo de cerca de 40 estudantes de engenharia de telecomunicações do Inatel (Instituto Nacional de Telecomunicações), de Santa Rita do Sapucaí (MG), ocupou, agora à tarde, a portaria principal do Ministério das Comunicações para protestar contra a escolha, neste momento, de um padrão de TV digital para o Brasil. Em …

Com tambores, apitos e faixas, um grupo de cerca de 40 estudantes de engenharia de telecomunicações do Inatel (Instituto Nacional de Telecomunicações), de Santa Rita do Sapucaí (MG), ocupou, agora à tarde, a portaria principal do Ministério das Comunicações para protestar contra a escolha, neste momento, de um padrão de TV digital para o Brasil.

Em manifesto distribuído à imprensa e entregue à assessoria especial do ministro Hélio Costa, os estudantes argumentam que a TV digital irá afetar, significativamente, a vida dos cidadãos brasileiros, já que a televisão é a principal fonte de informação da maioria da população, e, por isso, a decisão deveria se dar por um “processo mais amplo, pluralista e democrático”, com uma participação mais efetiva da sociedade, especialmente dos setores produtivo, acadêmico e científico.
Cinco estudantes se acorrentaram à porta do Minicom e outros levaram à entrada principal um vaso sanitário no qual colocaram um televisor antigo dentro. A “instalação” era acompanhada de uma faixa na qual se lia a mensagem “TV digital: por uma decisão pública e não privada”. Outro cartaz trazia uma foto-montagem do ministro Hélio Costa ao lado da TV no vaso sanitário, e mais faixas criticavam a escolha do padrão japonês e defendiam um sistema nacional.

Hélio Costa ausente

Apesar do barulho, a manifestação não foi ouvida pelo ministro Hélio Costa, que passou o dia em Belo Horizonte em compromissos pessoais, segundo sua assessoria. A Polícia Militar foi chamada para garantir a segurança no ministério e impedir a invasão dos estudantes.

O Inatel divulgou uma nota de esclarecimento, assinada pelo diretor Wander Wilson Chaves, na qual afirmou que a presença de alunos da instituição em Brasília foi uma iniciativa do diretório central dos estudantes, “instituição independente jurídica e economicamente” e que não representa o Inatel.

O instituto integrou um dos consórcios que participou do SBTDV e apresentou um sistema de modulação desenvolvido por seus pesquisadores. O instituto disse, ainda, na nota, que tem participado ativamente dos consórcios de pesquisa visando o desenvolvimento do SBTVD e reconhece os esforços do governo federal, “que possibilitaram a geração de conhecimento e de soluções competentes e criativas sobre o tema”.

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