Estatização do Ceitec depende apenas da sançao de Lula


O Senado aprovou ontem à noite a criação do Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), sob a forma de empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, com o objetivo de produzir tecnologias de semicondutores, microeletrônica e áreas correlatas. Atualmente, o Ceitec funciona em Porto Alegre (RS) como uma entidade jurídica de direito …

O Senado aprovou ontem à noite a criação do Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), sob a forma de empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, com o objetivo de produzir tecnologias de semicondutores, microeletrônica e áreas correlatas.

Atualmente, o Ceitec funciona em Porto Alegre (RS) como uma entidade jurídica de direito privado, na forma de associação civil sem fins lucrativos e de interesse coletivo, mantido com recursos dos governos federal, estadual e municipal. O centro poderá  abrir escritórios em outros estados e no exterior. A matéria seguiu à sanção do presidente da República.

O objetivo da criação da Ceitec é o desenvolvimento de tecnologias nas áreas de semicondutores, microeletrônica e afins, mediante a produção e a comercialização desses dispositivos, a concessão de licenças ou de direitos de uso de marcas e patentes decorrentes de seus trabalhos, inclusive transferência de conhecimentos por ela gerados ou adquiridos.

A empresa também poderá atuar nas áreas de formação de recursos humanos, através de intercâmbio com universidades e centros de excelência em pesquisa e desenvolvimento, com outros órgãos públicos e com empresas. Ainda farão parte de sua atuação a promoção e o suporte de empreendimentos inovadores nas áreas de software e hardware; o fornecimento de informações, disseminação de tecnologias alternativas e a realização de trabalhos integrados com instituições de pesquisa e desenvolvimento com outros órgãos públicos e empresas privadas.

Capacidade

Para o ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, o Ceitec vai provar  a capacidade do brasileiro na área microeletônica. “Nós falamos em microeletrônica, mas nós temos tecnologia para fazer circuito integrado com escala de 35 nanômetros. Temos competência para fazer tudo, desde que se invista corretamente”, disse.

Segundo o ministro, o Ceitec não será apenas uma fábrica comercial. A idéia é que se torne  um centro de pesquisa, de formação de Recursos Humanos e de prototipagem, mas também poderá fazer pequenas séries.

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