A rede da Grande Vitória e o que o estado pretende construir no curto prazo

A rede da Grande Vitória e o que o estado pretende construir no curto prazo

O projeto do Espírito Santo é construir uma infovia óptica para cobrir os principais pontos do estado. Mas não quer fazer investimento direto. Quer construir a rede da região metropolitana, já atendida pela Metrovix, que mantém em parceria com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), por meio de parcerias com os provedores regionais de acesso à internet e serviços de telecom que, pelo cadastro da Anatel, somam mais de cem.

“Queremos melhorar a qualidade da rede e do acesso aos pontos públicos do governo do estado e economizar com os gastos em telecom”, disse Maria Sylvia Abaurre, diretora técnica da Prodest, a companhia estadual de TI, ao propor uma parceria aos provedores reunidos no Encontro Provedores Regionais, realizado ontem em Vitória, pela Bit Social, com apoio da Momento Editorial. O encontro reuniu mais de cem provedores de 33 cidades do Espírito Santo, em sua maioria, e dos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Na visão de Maria Sylvia, a rede de conectividade do estado é hoje muito cara para os cofres públicos e ainda carece de mais velocidade. Ela disse que a conta do estado com o aluguel de 1.500 da operadora Oi atinge R$ 145 milhões em cinco anos, ou seja, R$ 29 milhões/ano. Como a Oi é a única operadora que cobre todo o estado – a GVT se concentra nos municípios da Grande Vitória –, a Prodest não conta com alternativas.

O primeiro passo para construir a parceria, segundo ela, é mapear as redes ópticas dos provedores regionais e identificar o que existe e o que o estado precisa construir. “Vamos construir e trocar capacidade”, propôs a executiva, que não vê futuro para o desenvolvimento do estado, do país e dos serviços públicos fora da internet.

Para construir a infraestrutura necessária para cobrir o estado – a Prodest tem parceria em rede com a RNP e também com a Telebras –, que, apesar das reduzidas dimensões territoriais, é mal atendido em infraestrutura de telecom, Maria Sylvia acredita que o caminho são as parcerias em rede. “Temos que compartilhar, compartilhar e compartilhar. Nada de duplicar infraestrutura”, disse