Escândalo de violação de dados do Facebook derruba bolsa de NY


A bolsa de Nova Iorque fechou em forte queda hoje, 19, com a venda de muitas ações de empresas de tecnologia, depois de denúncia publicada no sábado pelo jornal New York Times, de que o site teria vazado os dados pessoais de mais de 50 milhões usuários. E essa ação teria sido feita para ajudar a …

shutterstock/Wichy
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A bolsa de Nova Iorque fechou em forte queda hoje, 19, com a venda de muitas ações de empresas de tecnologia, depois de denúncia publicada no sábado pelo jornal New York Times, de que o site teria vazado os dados pessoais de mais de 50 milhões usuários. E essa ação teria sido feita para ajudar a eleição de Donald Trump em 2016.

As três bolsas de NY fecharam em queda. A Dow Jones caiu 1,35%, a Nasdaq (que concentra as empresas de tecnologia) perdeu 1,84% e a S&P 500 recuou 1,42%. As ações do Facebook caíram 6,7%.

Conforme a notícia no jornal e em outros veículos norte-americanos, a empresa britânica Cambridge Analytica teria coletado informações detalhadas sobre perfis sem que os usuários soubessem disso. A empresa aplicou uma pesquisa sobre o perfil digital do entrevistado. A pesquisa foi feita a cerca de 300 mil usuários, afirmou o ex-funcionário da corporação e fonte da denúncia, Chsritopher Wylie, mas o efeito do sistema fez a pesquisa replicar para 50 milhões de usuários do Facebook.

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A campanha de Trump contratou a Cambridge Analytica em junho de 2016 e pagou mais de  US$6,2 milhões, de acordo com os registros da Comissão Eleitoral Federal. Em seu site, Cambridge Analytica diz que “forneceu a campanha Donald J. Trump para a presidência experiência e ideias que o ajudaram a chegar na Casa Branca”.

O Facebook disse em comunicado que suspendeu a Cambridge Analytica e o Strategic Communication Laboratories (SCL) depois de receber relatórios que não excluíram informações sobre usuários do Facebook que foram compartilhados de forma inadequada.

 A quebra do sigilo dos dados ocorreu também na Inglaterra e a denúncia também foi publicada pelo jornal The Observer. Um porta-voz da Cambridge Analytica disse que a GSR “estava contratualmente comprometida por nós a obter apenas dados de acordo com a Lei de Proteção de Dados do Reino Unido e buscar o consentimento informado de cada respondente”. (com agências de notícias).
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