Ericsson vendeu mais de 130 mil rádios prontos para 5G a operadoras do Brasil


A Ericsson  vendeu para as operadoras brasileiras cerca de 130 mil rádios “5G Ready”, ou seja, capazes de ser usados para a entrega de serviços da quinta geração de redes móveis, desde o início da produção em sua fábrica de São José dos Campos (SP), em 2017. Esses rádios estão sendo usados nas redes 4G, mas com uma atualização de software podem se transformar em equipamentos 5G, diz a empresa.

Difícil, no entanto, precisar quanto dos rádios já estão instalados ou quantos serão destinados à 5G quando esta for ativada no país, o que só deve acontecer após 2020. No Brasil há cerca de 72 mil estações radiobase, segundo dados da Abrintel, que usam múltiplos rádios cada, o que torna também difícil definir quanto da cobertura atual poderia ser convertida com uma atualização de software para a 5G.

De qualquer forma, a fabricante diz que a demanda está aquecida, uma vez que as operadoras investem na 4G já com a expectativa de ter uma rede apta à chegada da quinta geração. “Nossa fábrica está operando em três turnos devido à demanda local, que concentra 70% dos pedidos, enquanto o restante é destinado à exportação. Isso mostra o quanto a produção local é relevante para nós”, afirma Georgia Sbrana, vice-presidente de marketing da Ericsson.

Interessada

A Vivo é uma das operadoras que trabalha no sentido de preparar a rede para a atualização. Além do projeto Unica, de virtualização das funções de rede, vem testando usos do 5G no país e agregando funcionalidades da quinta geração ao 4G. E espera que a Anatel libere logo mais espectro para acelerar a implantação.

“No momento, estamos preocupados com as novas frequências e os impactos da 5G na estruturação da rede. O uso de 28 GHz, por exemplo, exige a instalação de muitas antenas, uma vez que essa frequência tem baixa penetração urbana”, diz Átila Branco, diretor de planejamento e redes da Vivo.

Por isso o executivo reitera posicionamento conhecido da tele, de que a liberação do 3,5 GHz é fundamental para a ativação da 5G no país. “O investimento em 3,5 GHz entra totalmente em nosso radar. Assim como mais investimentos em antenas, em fibra óptica e virtualização”, lembra.

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