Ericsson vai implementar rede Wi-Fi para Telefónica no Brasil e três países latinos


 

A despeito da crise na Europa, as atividades da Ericsson se mantêm aquecidas na América Latina e, particularmente no Brasil, que responde por 30% a 40% do faturamento da empresa na região. Enquanto espera a decisão das operadoras que estão escolhendo seus fornecedores para as redes de 4G/LTE, a companhia sueca comemora a assinatura de um grande contrato com o grupo Telefónica para implementação de rede Wi-Fi no Brasil, Argentina, México e Peru. O projeto tem início ainda este ano, com a previsão de cobrir todas as áreas programadas em dois anos, informa o vice-presidente da Ericsson para a unidade brasileira, Eduardo Ricotta.

O crescimento da empresa no país tem se mantido, assim como o faturamento, que continua acima de US$ 2 bilhões por ano. “Aumentamos também as exportações de equipamentos para os países da América Latina e estamos exportando software para todo o mundo”, diz o executivo. A empresa, destaca ele, aumentou de 3,5 mil para 7,6 mil o número de funcionários em dois dois anos.

Além da fábrica de São José dos Campos, no interior de São Paulo, tem centros de Pesquisa & Desenvolvimento para IPTV e IMS (IP Multimedia Subsystem), instalados em Santa Rita do Sapucaí (em parceria com o Inatel) e em Belo Horizonte, onde tem parceria com a FITec. São nesses centros que desenvolve os softwares que estão sendo exportados. Na unidade de São José são produzidos equipamentos de transmissão e para o core da rede.

De acordo com Ricotta, os investimentos em P&D têm dado bons resultados. “Temos bom capital humano e fechado novos negócios”, afirma. A empresa tem com a Vivo também um contrato para IPTV. “Neste caso, estamos fazendo toda a integração da plataforma, utilizando a capacitação que temos em Santa Rita e na FITec”, comenta.

LTE

A empresa mantém seu foco de negócios nas operadoras, porém, tem ampliado as ofertas na área de TI. “Nesse segmento estamos crescendo mais de 100% ao ano”, informa o vice-presidente. São soluções para as operadoras, com sistemas de OSS (controle operacional) e BSS (gestão de negócios). “Temos crescido com a oferta de soluções de plataformas (billing, pré-pago, revenue assurance)”, detalha.

Na LTE, tem conquistado vários contratos fora e, no Brasil, disputa com os demais players com participação no mercado (Huawei e Nokia Siemens) e com os novos entrantes (Alcatel-Lucent e Samsung, que também apresentaram propostas para as redes 4G) o fornecimento para a LTE. “Acredito que, no máximo, em dois meses teremos a definição”, comenta o vice-presidente. Ele lembra que será um grande contrato, pois as operadoras terão que cobrir as seis cidades da Copa das Confederações, já em 2013, e depois estender a rede para as cidades-sede da Copa do Mundo, em 2014.

“No ano que vem devemos ter a definição do uso da faixa de 700 MHz, que deve complementar a solução de 2,5 GHz, e isso também irá movimentar o mercado”, observa Ricotta. Ele defende uma solução “casada” das duas faixas de frequência, com a 2,5 GHz usada mais para a capacidade e a de 700 MHz para a cobertura.

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